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Painel de gestão de dados da Corregedoria passa a fazer parte de banco de boas práticas do CNJ

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Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reconhece boa prática da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) de Mato Grosso. O “Painel de gestão de dados”, que tem sido amplamente utilizado nas correições remotas e na gestão das unidades judiciárias das comarcas, agora passa a fazer parte do banco de boas práticas do Conselho.
 
A apresentação do painel estratégico de Business Intelligence (BI), desenvolvido pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), ocorreu na primeira edição do evento “Disseminando Boas Práticas do Poder Judiciário”, realizado pelo CNJ de forma remota, dia 31 de maio.
 
A prática foi apresentada pela diretora do DAPI, Renata Bueno. “Esse é o nosso painel mais acessado. É nele que as unidades conseguem ver a sua produtividade comparada com a das outras unidades do Poder Judiciário, pois elas são classificadas com base nos indicadores estratégicos da Corregedoria e do CNJ”, explicou a diretora.
 
O juiz-auxiliar da CGJ-TJMT, Emerson Cajango, que tem entre suas atribuições as correições das unidades judiciais, acompanhou a apresentação e reafirmou a importância do painel. “Com os relatórios gerados pelo painel sabemos exatamente que unidades precisam ser cobradas para que trabalhem melhor e prestem um serviço jurisdicional melhor par ao cidadão”, declarou.
 
A juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Dayse Starling Motta, atuou como moderadora do evento que contou ainda com a presença do secretário Especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica (SEP) do CNJ, Ricardo Fioreze.
 
Durante o encontro, também foram apresentadas boas práticas relacionadas à gestão processual, com a participação de representantes do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) e do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5).
 
Todo o evento pode ser acompanhado pelo link: https://eventos.cnj.jus.br/inscricao-disseminando-boas-praticas-no-poder-judiciario
 
Assessoria de imprensa CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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