MATO GROSSO
TCE-MT vai incorporar Círculos de Construção da Paz do TJMT ao GPE
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O Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) vai incorporar às suas diretrizes a metodologia dos Círculos de Construção de Paz, realizados em escolas do estado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo da Justiça Restaurativa (NugJur). A parceria foi firmada em reunião entre as instituições, nesta quarta-feira (31).
O chefe de gabinete da Presidência da Corte de Contas, José Roberto Amador, explica que a iniciativa está alinhada à visão estratégica do conselheiro-presidente, José Carlos Novelli, que objetiva fazer da administração pública mato-grossense uma referência para o Brasil. “A dinâmica dos círculos se relaciona com o perfil da gestão, que prioriza a orientação e a cooperação e não a punição. Para isso, o trabalho conjunto é fundamental.”
O juiz coordenador do NugJur, Túlio Duailibi falou sobre a possiblidade de ampliar o alcance da proposta. “Mostramos como a iniciativa pode ser tratada como política pública, com abrangência entre os municípios de Mato Grosso. As instituições têm essa responsabilidade, de saber que, sozinhas, não atingem resultados. Isso só acontece quando os espaços de diálogo se concretizam em ações efetivas. Esta é a nossa missão.”
É neste contexto que o GPE pode ampliar a ação do Judiciário. Executado pela Secretaria de Planejamento, Coordenação e Integração (Seplan) do TCE-MT em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o programa valida o planejamento de longo prazo dos municípios do estado, com foco na criação implementação de políticas públicas voltadas à saúde, educação, infraestrutura, economia e assistência social.
Na ocasião, o titular da Seplan, Adjair Roque, explicou que agora as equipes da Corte de Contas e da Universidade desenvolverão indicadores que atendam a proposta dos Círculos de Construção da Paz. “Ambos os programas têm a mesma proposta, que é a melhoria da qualidade de vida. Agora, vamos criar um pacote de indicadores para poder monitorar e dimensionar o resultado destas ações nas escolas.”
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Nos Círculos, facilitadores capacitados (professores e serventuários da justiça), utilizam ferramentas pedagógicas para incentivar crianças e adolescentes a falarem sobre suas angústias e problemas, estimulando também a importância de uma convivência respeitosa.
Bons resultados já foram constatados em municípios como Campo Verde e Campo Novo do Parecis, conforme apresentado em reunião que também contou com representantes da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE-MT e da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).
Ao explicar como elementos de diálogo da justiça podem ser levados às escolas, a secretária de Educação de Campo Verde, Simoni Pereira Borges, destacou que a ação não se limita aos alunos, alcançando também pais, professores e toda a comunidade. “É uma ferramenta a mais para potencializar a educação e melhorar os relacionamentos na escola. Cuidar desse processo de forma coletiva é um diferencial”, conclui.
Círculo de Construção de Paz
Desde 2020, o NugJur tem percorrido o estado levando a Justiça Restaurativa às escolas da rede pública de ensino. Em apenas três anos, o Núcleo já alcançou a marca de 1,5 mil círculos de construção de paz e mais de 12,5 mil pessoas beneficiadas.
O Círculo é uma das ferramentas utilizadas pela Justiça Restaurativa, que traz como conceito a mudança da percepção social a partir do acolhimento, do diálogo e da escuta ativa. Os círculos podem ser aplicados em e qualquer ambiente de convivência coletiva, e inclusive no atendimento às famílias.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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