MATO GROSSO
Estudantes do Nível Fundamental são premiados por redações sobre adoção
MATO GROSSO
Ao todo, 142 alunos de 16 escolas públicas e privadas inscreveram redações para participar do concurso, que teve o intuito de sensibilizar e desmistificar o tema adoção ao público infanto-juvenil. A temática deste ano foi: “Adoção: de repente uma família”. A comissão julgadora foi composta por cinco pessoas, sendo dois advogados, uma jornalista, uma psicóloga e um professor universitário de Letras.
A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasi Bugalho, ressaltou a alegria de poder participar da solenidade e também de poder representar a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, em um evento sobre adoção, que é um tema importante para ela, não só como causa, mas também como parte da vida, como filha e como mãe. “Quem tem a oportunidade de conhecer e conviver com a primeira-dama Virginia Mendes sabe o quanto isso mudou a vida dela. E eu venho aqui, em nome dela, parabenizar a todos vocês que se dedicaram, junto com os professores, para escreverem e colocarem todo esse amor no papel”, disse.
Grasi Bugalho também falou sobre a importância de levar o tema adoção para dentro das escolas. “Parabenizo, em nome da primeira-dama, primeiro o Tribunal de Justiça por esse apoio. Todos nós sabemos o quanto esse trabalho é importante. Parabenizar a Ampara por todo o trabalho que é desenvolvido, e também a Seduc, para juntos, nessa sinergia, levar esse tema da adoção pra dentro da escola, para desconstruir mitos que são construídos e mostrar o quanto não importa se o filho é biológico, se o filho é adotado. O que importa é o amor, porque quantas histórias infelizmente nós conhecemos de crianças e adolescentes que se tornam adultos e carregam com si enormes feridas porque, mesmo tendo pais biológicos, não tiveram amor. E a sociedade tem que discutir e naturalizar esse tema”, enfatizou.
Para a presidente da Ampara, Daisy Guilem, foi uma surpresa o número de inscrições recebidas para o concurso, que estava sendo retomado após um período de suspensão devido a pandemia. Ela explicou também que este foi o primeiro ano em que estudantes de todo o estado puderam se inscrever. “Nós realizamos esse concurso sempre na semana da adoção e também pensando em fomentar esse tema dentro das famílias, das casas, das escolas porque ainda é um tabu. Ainda existe muito preconceito, ainda existe muita desinformação em torno do tema, e esse tipo de ação ajuda as crianças a desenvolverem esse senso crítico de que adoção é legítima, é algo bom, é algo do amor”, completou.
Daysi explicou que o filme “De repente uma família” foi indicado como base para os professores trabalharem as redações com seus alunos. “É um filme que trata de várias questões, tanto da família acolhedora, como da adoção, como o medo por parte do casal e das crianças. E, como trata de vários assuntos, eles puderam comentar bastante dentro da escola, tanto é que chegaram diversas abordagens nas redações, e nos surpreendeu muito, inclusive um que fala que não é só adoção. Achamos incrível que a criança tenha a sensibilidade de entender que é muito mais do que só um processo, vai muito além”, disse.
Foram premiados estudantes do 6º, 7º, 8º e 9º anos, em primeiro, segundo e terceiro lugar. Como premiação, os alunos ganhadores receberam R$ 500, R$ 250 e R$ 150, respectivamente. “Este ano, ao invés de darmos um prêmio, resolvemos dar a premiação em dinheiro para criança. Por isso, arrecadamos os valores com nossos parceiros para conseguirmos o valor total dos prêmios”, explicou Daisy.
O evento foi realizado de forma híbrida, ou seja, presencial no auditório Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em Cuiabá, e também transmitido pelo Youtube para as escolas participantes do concurso de redação. Antes das premiações houve a apresentação do coral infantil “Canto e Encanto” da Escola Municipal Salvelina Ferreira, de Várzea Grande, regido pelo professor Uilson.
Participaram do evento a fundadora da Ampara e representante do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), Lindacir Rocha; a secretária Geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), Elaine Zorgetti Pereira; e a representante da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e também do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Patrícia Carvalho.
Ganhadores![]()
Os ganhadores do 10º Concurso de Redação sobre adoção foram:
- Do sexto ano: 1º lugar – Heonia Kilin (Escola Estadual Campos Massapé – Primavera do Leste); 2º lugar – Letícia Cavalcante de Abreu (Colégio Fênix – Cuiabá); 3º lugar – Anna Elivia Severo de Andrade (Colégio Prudente de Campos – Cuiabá).
- Do sétimo ano: 1º lugar – Ana Vitória Ferreira Cantuário (Escola Estadual Antônio Gröhs – Água Boa); 2º lugar – Rayssa Miller da Silva (Escola Municipal Darcy Ribeiro – Guarantã do Norte); 3º lugar – Mariany Ferreira Araújo (Escola Estadual Cinco de Abril – São José do Xingu).
- Do oitavo ano: 1º lugar – Fernando Gabriel Butters Colombiano (Colégio Salesiano São Gonçalo – Cuiabá); 2º lugar – Raphaela de Paula (Escola Estadual Dr. Anísio José Moreira – São José do Rio Claro); 3º lugar – Grazielly Conceição Duarte de Souza (Escola Municipal Profa. Sueli Olmira Pereira – Guarantã do Norte).
- Do nono ano: 1º lugar – Daiane Mello Santos (Escola Estadual Dr. Anísio José Moreira – São José do Rio Claro); 2º lugar – Mariana Dias de Sousa Joaquim (Colégio Salesiano São Gonçalo – Cuiabá); 3º lugar – Higor Rodrigues dos Anjos (Escola Estadual Pedro Borges – Colniza).
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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