POLÍCIA
Polícia Civil inicia elaboração de planejamento estratégico para os próximos 10 anos
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Na abertura da reunião gerencial, a delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, lembrou do último planejamento estratégico da Polícia Civil, o PJC+10 lançado em 2013, na gestão do então delegado-geral, Anderson Aparecido dos Anjos Garcia, com medidas e ações estratégicas previstas para 10 anos e que foi concluído em dezembro de 2022.
“O planejamento estratégico é o que nós queremos para o futuro, o que queremos para a Polícia Civil daqui a 10 anos, o que queremos evoluir e onde vamos chegar. É impressionante quando uma instituição planeja e documenta suas ações e hoje por meio do relatório do PJC+10 conseguimos visualizar como a Polícia Civil estava em 2013 e como está em 2023. Agora chegou o momento de novamente reunirmos os servidores para planejarmos as melhores ações para o futuro institucional”, disse Maidel.![]()
Para elaboração do plano estratégico, a Polícia Judiciária Civil vem levantando demandas e realizou uma pesquisa com o público interno para subsidiar tomadas de medidas durante os dois dias de planejamento dos objetivos estratégicos da instituição.
A analista de desenvolvimento econômico e social, responsável pelo Núcleo de Ações Estratégicas (NAE), Leuza Maria Batista Menezes, que está à frente da elaboração do novo planejamento estratégico da Polícia Civil, destacou que já foi definido que, assim como o PJC+10, o plano em construção também terá o prazo de 10 anos.![]()
“Precisamos construir as ferramentas que serão utilizadas nas ações dos próximos anos. O planejamento estratégico tem fases específicas, a primeira delas é o diagnóstico, que define a Polícia que somos hoje – que envolve a situação da Polícia atual, pontos fortes, pontos fracos, e o que precisamos melhorar, considerando o horizonte de 10 anos concretização dessas ações”, disse.
Leuza destacou ainda que a pesquisa busca levantar as principais necessidades em torno das delegacias, uma vez que cada regional tem uma realidade, além das especificidades de cada unidade. “Neste primeiro momento, vamos fazer esse mapeamento para conhecer melhor a realidade de todos os locais. Hoje nós temos bastante informações quanto às condições de cada delegacia, mas o foco agora é ouvir a necessidade dos servidores, uma vez que a proposta da Diretoria é que todos os policiais participem desse planejamento”, destacou a responsável pelo NAE.![]()
Plano de integridade
Durante o encontro, o corregedor-geral, Jesset Arilson Munhoz, também destacou a necessidade de criação de um plano de integridade pública para a Polícia Civil de Mato Grosso. A proposta da Corregedoria busca definir normas e diretrizes institucionais para apoiar, controlar e fazer cumprir a integridade pública, possibilitando dessa forma, a melhor utilização dos recursos públicos e uma prestação de serviço mais eficiente à população.
“Hoje as instituições públicas e privadas possuem seu próprio plano de integridade e é muito importante que a Polícia Civil de Mato Grosso seja pioneira na implantação do programa, uma vez que a integridade está diretamente ligada à confiança da sociedade na instituição. É necessário que cada policial saiba da sua responsabilidade na formação de uma instituição pública íntegra, forte, confiável, de credibilidade” destacou o corregedor.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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