POLÍCIA
Valorização do servidor marca os 181 anos da Polícia Civil de MT
POLÍCIA
A delegada-geral, Daniela Maidel, destacou que uma instituição forte é construída por servidores que se sentem valorizados e que este é um evento importante dentro das celebrações do aniversário da Polícia Civil, que será estendido a todas as Regionais do estado.![]()
“A ideia é que essa palestra atinja o maior número de servidores possível. Nosso foco é dar mais importância para o nosso público interno, para a valorização do nosso servidor. Trabalhamos muito para melhorar o atendimento com o público externo e relacionamento com outras instituições e acabamos esquecendo o mais importante, que são nossos policiais e demais servidores que formam a instituição”, disse a delegada-geral.
A palestra com o tema “Ouvir é diferente de escutar” ministrada pelo coordenador da Polícia Comunitária, delegado Carlos Francisco de Moraes, trouxe uma percepção mais aprofundada sobre os cinco sentidos no ambiente institucional. O tema chamou a atenção para como as nossas palavras, ações e comportamentos podem interferir na nossa própria vida e de cada pessoa que fazem parte do nosso ambiente.
“A Polícia Civil é feita de pessoas e essas pessoas somos nós. Devemos sempre lembrar que a Polícia não existe sem os seus servidores e por isso devemos sempre procurar estar bem, para podermos doar o melhor de nós”, disse Carlos Francisco.![]()
Ao final do evento, o delegado da Acadepol, Marcos Aurélio Veloso, fez uma oração com todos os presentes, momento em que aproveitou a oportunidade para destacar a gestão da delegada-geral Daniela Maidel. “Quero dizer que tenho muita admiração pelo trabalho que vem sendo realizado, com muito carinho, amor e também com muita firmeza, e que dá continuidade ao que já estava sendo feito, engrandecendo cada vez mais a Polícia Civil de Mato Grosso”, disse o delegado. ![]()
Outros eventos
A celebração do aniversário de 181 anos da Polícia Civil teve início na semana passada, com a inauguração da Delegacia de Sorriso, em estrutura com mais de 1.330 m², que garatem a melhor acomodação dos servidores, assim como o atendimento à população do município.
As festividades seguem durante esta semana com reunião gerencial, entrega de uniformes e viaturas, finalizando na sexta-feira (28), com torneio de tiro, realizado na Acadepol.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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