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Ex-padrasto é preso pela Polícia Civil após cometer abusos sexuais contra criança de sete anos

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O autor do estupro de uma criança de sete anos, em Sorriso, foi preso neste domingo (21.05), na cidade, pela Polícia Civil do município com apoio da PRF.

O Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, da Delegacia de Sorriso, instaurou um inquérito para apurar o estupro de vulnerável após receber a comunicação do crime pela mãe da vítima. Ela procurou a delegacia na semana passada e relatou que seu ex-companheiro, E.O.S., de 50 anos, havia abusado sexualmente da filha dela, de sete anos.

A criança contou que o ‘tio’ havia tocado nela quando a mãe não estava em casa. A vítima disse ainda que resolveu contar o que havia acontecido depois de assistir uma palestra na escola, onde psicólogos, por meio de demonstrações com bonecos, ensinaram pontos do corpo que as pessoas poderiam pegar ou não. A menor detalhou ainda que o suspeito só pegava nas partes assinaladas em vermelho, que não poderiam ser tocadas por estranhos, e os abusos já ocorriam há algum tempo, desde julho de 2022.

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Conforme o relato, os atos criminosos eram cometidos no quarto da mãe da vítima e na sala da casa. Durante escuta especializada com uma psicóloga, a criança confirmou todos os abusos e que tem medo do suspeito.

Com base nas informações coletadas na investigação, a delegada Jéssica Assis representou pela prisão preventiva do suspeito, em razão da gravidade dos fatos. O mandado preventivo foi deferido pelo juízo plantonista da Comarca de Sorriso e cumprido no domingo. O autor do crime foi preso quando passava pela unidade operacional da PRF em Sorriso.

A delegada destaca que o investigado tem personalidade agressiva e já agrediu a mãe da criança em diversas ocasiões. A mulher tem medida protetiva de urgência contra o criminoso e em uma ocasião, foi agredida com um tapa no rosto pelo suspeito depois que ele chegou em casa e se irritou por encontrar o portão da residência trancado. Na mesma data, depois de negar comida à criança e ofender mãe e filha, a mulher questionou o comportamento do companheiro e foi novamente agredida.

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Após o cumprimento do mandado, ele foi encaminhado à unidade prisional de Sorriso e deve passar por audiência de custódia nesta segunda-feira.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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