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Palmeiras e Santos ficam só no empate na Vila Belmiro pelo Brasileirão

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Jogando na Vila Belmiro, em Santos (SP), o Palmeiras empatou com o Santos por 0 a 0, neste sábado (20), e ampliou a sua série invicta em clássicos estaduais: agora são nove partidas no total, com cinco vitórias e quatro empates nos duelos mais recentes com Corinthians, São Paulo e Santos. Nos últimos 14 jogos contra os rivais, apenas uma derrota, com nove vitórias e quatro empates.

Já diante do Santos, o Maior Campeão do Brasil completou 12 jogos de invencibilidade, somando nove vitórias, três empates, 19 gols marcados e oito gols sofridos. Com isso, o Alviverde igualou a segunda maior sequência invicta em partidas contra o Santos na história, que ocorreu entre 1939 e 1943 – o recorde é de 16 partidas, entre 1917 e 1926.

Na atual edição do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras é o único clube que ainda segue invicto, além de ser o dono do melhor ataque (16 gols, seguido pelo Botafogo, com 14). Campeão em 2022, o Verdão só foi derrotado uma vez nos últimos 30 jogos de Campeonato Brasileiro (pelo Internacional, no Beira-Rio, na última rodada de 2022, quando entrou em campo com um time alternativo e com o título já garantido). São 19 vitórias, dez empates e uma derrota desde 02 de julho de 2022, quando perdeu para o Athletico-PR, no Allianz Parque, por 2 a 0.

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Como visitante, só foi derrotado uma vez nos últimos 24 jogos de Campeonato Brasileiro (justamente a derrota para o Internacional no Beira-Rio). São 12 vitórias, 11 empates e uma derrota desde 20 de novembro de 2021, quando perdeu para o Fortaleza, no Castelão, por 1 a 0.

Independentemente de mando ou da competição, o Palmeiras é o time da Série A com a maior série invicta na atualidade: 13 partidas sem derrota, seguido pelo São Paulo, com dez. O Verdão também é a equipe que menos perdeu no ano (apenas duas derrotas, seguido pelo Grêmio, com três).

Individualmente, Gustavo Gómez alcançou Alex na 55ª colocação no ranking de atletas com mais partidas na história do Palmeiras (ambos possuem 243 jogos). Já Raphael Veiga passou a ocupar a 65ª posição da mesma lista (soma 232, ao lado de Baldochi).

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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