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Atlético Mineiro vence de virada em Curitiba

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O Atlético conquistou mais um importante resultado pelo Brasileirão ao vencer o Coritiba por 2 a 1, de virada, no Paraná. A partida foi disputada na noite deste sábado (20), no estádio Couto Pereira, em Curitiba.

Hyoran, em cobrança de falta, e Hulk, de pênalti, fizeram os gols do Atlético, que chegou a 13 pontos e subiu para o 4º lugar na tabela de classificação.

O triunfo na capital paranaense foi o quarto consecutivo do Galo, que antes venceu Cuiabá e Internacional, também pelo Campeonato Brasileiro, e Corinthians, pela Copa do Brasil.

O JOGO

Os donos da casa saíram na frente com Robson, logo aos 12 minutos do primeiro tempo, de pênalti. Aos poucos, o Atlético foi tomando conta do jogo e, ainda na etapa inicial, aos 36, Dodô sofreu falta perto da área pela esquerda, Hyoran fez a cobrança e a bola foi direto para o gol: 1 x 1.

O técnico Eduardo Coudet fez duas mudanças no intervalo, substituindo os amarelados Igor Gomes e Patrick pelos argentinos Battaglia e Zaracho.

Ao contrário do primeiro tempo, a equipe alvinegra dominou as ações desde o início e levou perigo na cobrança de escanteio de Hyoran pela esquerda, desviada de cabeça por Vargas, mas a defesa paranaense afastou o perigo. Em seguida, o atacante Zé roberto, do Coritiba, recebeu o segundo cartão amarelo após falta em Maurício Lemos e foi expulso.

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Rubens no lugar de Dodô e Pavón na vaga de Hyoran foram as outras duas mudanças que Chacho fez no time, aos 14 minutos. O Coritiba chegou a mandar uma bola no travessão, em cabeceio de Bruno Gomes, em lance onde o árbitro deixou de assinalar falta no goleiro Everson.

Aos 28, Zaracho pegou a sobra de bola na entrada da área e chutou forte para a boa defesa do goleiro Luan Polli. Aos 35, Edenilson deu lugar ao atacante Cadu. O Galo pressionou em busca da vitória e, aos 41, Vargas sofreu pênalti de Marcos Vinícius. Hulk cobrou no canto direito do goleiro e garantiu a alegria da Massa Atleticana.

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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