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Cavalaria da PM forma militares do Peru e Goiás no 8º Curso de Policiamento Montado

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No Dia Nacional da Cavalaria, celebrado nesta quarta-feira (10.05), a Polícia Militar de Mato Grosso realizou o encerramento do oitavo Curso de Policiamento Montado na sede da Cavalaria da PMMT, na Acrimat. Ao todo, oito policiais concluíram a modalidade, sendo dois do Peru e um policial do Estado do Goiás.

O subchefe do Estado Maior, coronel PM Wilker Soares Sodré, enalteceu mais uma graduação promovida pela Polícia Militar, destacando ainda a união entre o estado vizinho e militares peruanos. “O curso construiu laços por meio de um valoroso intercâmbio de conhecimentos e experiências. Essa integração só demonstra que nossa instituição é referência nacional e internacional no que se diz respeito ao preparo e capacitação dos profissionais da segurança pública”.

O comandante do Regimento de Policiamento Montado, tenente-coronel PM, Walmir Barros Rocha, explicou que o curso preparou, durante 68 dias, os militares para aprenderam técnicas e meios diferenciados para atuar em ocorrências graves de perturbação da ordem, bem como para o uso dos cavalos e seus equipamentos de forma correta e adequada para cada situação.

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“Esses militares estão capacitados para atuar em eventos de grandes aglomerações, reintegração de posse, jogos de futebol e operações de choque no controle de qualquer distúrbio. É um trabalho suplementar com apoio aos policiais de área”, enfatizou.

Além disso, o comandante do Regimento de Policiamento Montado destacou que nesta quarta se comemora ainda quatro anos da criação do Centro de Equoterapia da Polícia Militar, que já atendeu mais de 200 famílias. Rocha ressalta que a equoterapia utiliza cavalos através de diversas atividades multidisciplinares para o desenvolvimento de pessoas com deficiência ou necessidades especiais.

“As atividades de polícia montada despertam a sua capacidade de aproximação social, com o intuito de atender as pessoas dentro de uma abordagem multidisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial dos praticantes”. A cerimônia ainda contou com apresentação do Corpo Musical da Polícia Militar e entrega de homenagens às autoridades e alunos que foram destaques na graduação militar.

Fonte: PM MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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