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Sema-MT entrega rastreadores, telefones via satélite e embarcação para apoiar ações da Polícia Militar

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente entregou, nesta terça-feira (09/05), R$ 298 mil em equipamentos para apoiar a atuação da Polícia Militar (PMMT) nas ações de fiscalização ambiental em campo. As aquisições foram financiadas com recursos de pagamento de multas ambientais, por meio de Termo de Compromisso Ambiental.

O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) recebeu quatro telefones via satélite com planos para funcionamento em regiões remotas, onde não há sinal de telefone. Também foram entregues ao Bope 14 rastreadores portáteis de GPS com plano de utilização, um roteador wireless por satélite, cinco câmeras de trilha Full HD, e quatro detectores profissionais de câmera GPS.

Já a 3ª Companhia Independente de Polícia de Santo Antônio do Leverger recebeu três aparelhos de GPS e um kit contendo uma lancha com motor de popa e carreta para transporte, avaliado em R$ 130 mil.

“A Sema tem feito uma parceria importante com a Secretaria de Segurança Pública para apoiar as ações conjunto no combate aos crimes ambientais em Mato Grosso. A embarcação vai ser muito útil para o patrulhamento, fiscalização da pesca e dos nossos rios”, destaca o secretário-executivo da Sema-MT, Alex Marega.

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Os materiais recebidos são essenciais para a atividade policial, avalia o comandante-geral da Polícia Militar, o Cel PM Alexandre Mendes. A embarcação vai ser utilizada no patrulhamento do Rio Cuiabá, no Pantanal, e para levar equipes a locais onde só se chega de embarcação.

A 3ª Companhia Independente de Polícia de Santo Antônio do Leverger ainda recebeu 20 kimonos e 20 faixas padrão Jiu-Jitsu,

“Com a entrega do material esportivo, essas crianças poderão praticar com todo o material necessário para isso. Estamos falando de crianças que são atendidas pela Polícia Militar, e parceiros, que estão vendo futuro nessas crianças e ajudando a tirá-las de locais onde elas poderiam desviar do bom caminho”, afirma o comandante-geral da PM, Cel Alexandre Mendes.

Ainda foram entregues 20 kimonos e 20 faixas padrão Jiu-Jitsu para a 3ª Companhia Independente de Polícia de Santo Antônio do Leverger, que coordena o projeto “Lutando pelo Futuro”. A iniciativa atende cerca de 400 crianças na cidade. Conforme o instrutor do esporte, Izaque Rosa, os novos kimonos já serão utilizados na segunda fase do campeonato estadual, para o qual a equipe está classificada. “Além de ensinar um esporte, humildade e trabalhar em equipe, levamos valores como disciplina e respeito aos pais às crianças”, ressalta.

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Termo de Compromisso Ambiental

Os itens foram adquiridos como pagamento de multas ambientais por compensação. Para isso, o autuado assina um TCA e se compromete a cumprir com a aquisição de bens e serviços para melhoria ambiental, fazer a recuperação do dano e, com isso, terminar o seu processo administrativo de responsabilização de forma célere. A modalidade foi regulamentada pelo decreto estadual nº1.436 de 19 de julho de 2022.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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