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Rotam reforça policiamento no combate ao crime organizado em Cuiabá

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O Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), deflagrou, na noite desta terça-feira (02.05), a Operação Ápice, com objetivo de intensificar o policiamento onde há maior índice de roubos e crimes em Cuiabá. A ação policial acontece até o próximo dia 15 de maio.

Com efetivo com mais de 40 policiais militares, o foco da operação será no cumprimento de mandados, repressão de roubos e furtos de veículos e enfrentamento ao tráfico ilícito de entorpecentes. Os militares da Rotam também atuarão no combate ao porte e posse ilegal de arma de fogo, roubos, furtos à residências e comércios de pontos estratégicos da Capital.

De acordo com o comandante da Rotam, tenente-coronel Gibson Almeida da Costa Júnior, o trabalho que a Polícia Militar faz diariamente estará intensificado neste período, garantindo a sensação de segurança da população cuiabana.

As equipes de inteligência estarão colaborando na operação de forma velada, auxiliando os policiais militares durante o patrulhamento. Além disso, conforme o tenente-coronel, a operação busca consolidar conhecimentos adquiridos pelos policiais militares que participaram da 25ª turma do Curso de Capacitação de Rondas Ostensivas Tático Móvel (CCRT).

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“O CCRT é uma resposta imediata aos crimes e às ocorrências que envolvem maior desdobramento tático no terreno, com treinamento mais especializado e nada melhor do que importar esses conhecimentos na prática, combatendo o crime organizado na Capital”, ressaltou o tenente-coronel Gibson.

O comandante do 1º Comando Regional, coronel PM, Wankley Correa Rodrigues, ressaltou que a operação será uma oportunidade para os policiais demonstrarem suas habilidades recém-adquiridas e consolidar sua experiência em patrulhamento tático.

“As equipes da Rotam atuarão de forma cirúrgica e incisiva nos lugares com maiores índices de violência, coibindo os delitos de maior potencial ofensivo. Buscamos realizar o policiamento ostensivo utilizando toda estrutura moderna e eficaz, por meio de viaturas, equipamentos e armamentos do que há de mais morerno na segurança pública”, completa.

Fonte: PM MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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