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Grêmio passa pelo ABC e está nas oitavas de final da Copa do Brasil

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O Grêmio está nas oitavas de final da Copa do Brasil 2023. A classificação foi garantida na noite desta quinta-feira, 27, na Arena, diante do ABC. No placar agregado, o Tricolor venceu os nordestinos por 3 a 1. No primeiro jogo, válido pela terceira fase, a equipe de Renato Portaluppi ganhou por 2 a 0 em Natal/RN. Na partida da volta, que ocorreu nesta noite na Arena, o placar terminou empatado em 1 a 1. O gol adversário foi marcado por Matheus Anjos. Na segunda etapa, Everton Galdino deixou tudo igual.

O adversário das oitavas de final será conhecido através de sorteio, realizado pela Confederação Brasileira de Futebol, CBF.

Em campo, Renato Portaluppi poupou alguns titulares e escalou uma equipe mista. Suárez permaneceu no ataque, assim como Cristaldo e Bitello no meio-campo.

Nos primeiros minutos, o Tricolor tentou mostrar superioridade, buscando dominar as ações no ataque através da troca de passes. O ABC, por sua vez, atuava no contra-ataque. A primeira finalização aconteceu aos nove minutos, a favor do Grêmio. No lance, Nathan recebeu e chutou de longe, mas a bola desviou na defesa. Já aos 11’, Bitello avançou pela esquerda e, na linha de fundo, cruzou. Porém Simão pegou firme.

O ABC tentou levar perigo para Grando com 14’ jogados. Alemão chutou de longe, rasteiro. O arqueiro gremista acompanhou a bola saindo pela linha de fundo.

Não demorou muito para o Grêmio voltar a assustar. Aos 16’, Cristaldo finalizou de dentro da grande área, mas foi bloqueado pela zaga.

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O ABC encontrou o gol aos 20’, após um contra-ataque com Matheus Anjos, que saiu cara a cara com Grando e chutou no canto, sem chances para o arqueiro gremista.

Atrás no placar, o Tricolor seguiu pressionando os adversários. Com 22’ jogados, após bela troca de passes, Suárez recebeu na pequena área, pela esquerda e chutou, mas a bola desviou na defesa, mais uma vez.

O ponteiro passava dos 30’ e a equipe gremista trocava passes e tinha a posse de bola a seu favor. A partir dos 33’, Suarez teve três chances para abrir o marcador, mas a defesa adversária estava atenta e marcava bem o atacante tricolor.

A pressão era totalmente do Grêmio. Aos 43’, Zinho realizou jogada individual e levantou na área, encontrando Cristaldo, que deu uma bicicleta e quase acertou o gol. Até o minuto final, o Tricolor seguiu tentando encontrar o gol.

O Grêmio voltou para a segunda etapa sem modificações.

Os primeiros 10 minutos foram sem chances claras de gol. Querendo o resultado, o técnico Renato Portaluppi promoveu três trocas aos 10’. Fabio, Lucas Silva e André Henrique entraram nas vagas de João Pedro, Nathan e Zinho.

A primeira grande finalização do segundo tempo foi do Tricolor e veio aos 17’. Luis Suárez recebeu na entrada da grande área, avançou com um bom drible e saiu cara a cara com Simão, que realizou uma grande defesa.

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A partir daí o Grêmio voltou a crescer. Aos 21’, Bitello serviu Cristaldo, que deu um toque na bola, tentando encobrir o goleiro adversário, mas a tentativa foi para fora.

O comandante do Tricolor realizou outra mudança aos 26’. Darlan saiu para a entrada de Vina. As principais chances eram gremistas. Com 32’, a bola sobrou para Diogo Barbosa, que chegou chutando cruzado, mas a bola desviou e foi para fora. Três minutos depois, Cristaldo encontrou Vina, que finalizou colocado, para outra grande defesa de Simão.

Só dava Grêmio. O ponteiro chegava aos 36’, quando Vina bateu cruzado e a bola passou por todo mundo. No lance, Bruno Alves quase chegou para completar para o gol.

Já o ABC atuava no contra-ataque, mas a defesa gremista afastava. Aos 37’, Galdino entrou na vaga de Cristaldo. Aos 39’, Grando precisou realizar uma grande defesa, após um chute de Felipe Garcia. Logo depois, aos 40’, os adversários ainda colocaram uma bola na trave.

Depois dos nordestinos tentarem surpreender o Tricolor, Everton Galdino garantiu a classificação do Grêmio, aos 47’. Suárez tocou para o atacante, que, da entrada da grande área, bateu colocado e marcou o gol.

Final de jogo: Grêmio 1×1 ABC.

Fonte: Esportes

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Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio

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Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.

A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.

Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.

Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.

De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.

Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.

Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.

A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.

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Preconceito

Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.

“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.

Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.

A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.

“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.

O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.

Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.

“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.

Educação e esporte

A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.

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A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.

A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.

“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.

Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.

Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.

A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil .



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