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Setasc sorteia mais oito autistas para assistir jogo do Cuiabá no camarote neste domingo (30)

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) sorteou, na manhã desta quinta-feira (27), oito autistas e seus acompanhantes para assistirem ao jogo do Cuiabá Esporte Clube contra o Grêmio, no próximo domingo (30) na Arena Pantanal, em Cuiabá. A ação é uma iniciativa do Governo do Estado de Mato Grosso e do Dourado, dentro do Programa Ser Família Inclusivo, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.

Ao todo, 73 pessoas se inscreveram para participar do sorteio, oriundos de cinco municípios: Cuiabá, Cáceres, Várzea Grande, Rondonópolis e Primavera do Leste. O link para as inscrições foi disponibilizado na segunda-feira (24) e encerrado na noite desta quarta-feira (26).

A partir dos nomes dos inscritos, foi realizado o sorteio por meio de site específico para essa ação. Após a seleção dos nomes, houve a conferência se os mesmos estavam escritos na Carteira de Identificação do Autista. Com a confirmação, a equipe técnica da Setasc entrou em contato com os selecionados.

No primeiro contato, houve duas desistências. Com isso, mais dois nomes foram sorteados, com o mesmo processo. Novamente foi realizado o contato telefônico e os sorteados informaram que não poderiam comparecer. Assim, outras duas pessoas foram sorteadas, fechando a quantidade de oito pessoas sorteadas.

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Importante informar que todas as pessoas que foram sorteadas, tanto no primeiro evento, que ocorreu no dia 23 de abril, quanto para participar do jogo neste domingo (30), não poderão participar dos próximos sorteios, até segunda ordem, dando assim oportunidade para que todos os interessados sejam beneficiados.

Os autistas sorteados irão assistir ao jogo do Cuiabá Esporte Clube contra o Grêmio em um dos camarotes da Arena Pantanal, cada um acompanhado de seu responsável.

Toda semana, até o fim do Campeonato Brasileiro de Futebol, será aberto o formulário no site da Setasc para que os autistas ou responsáveis declarem ter interesse em participar do sorteio para assistir ao jogo de futebol na Arena.

Confira abaixo o nome dos sorteados:

– Miguel Rodrigues Rocha
– Antônio Jorge Victor da Silva
– Álvaro Santana Campos Neto
– Matheus de Camargo de Jesus
– Raul Abreu Arruda Borges Moura
– José Eduardo Nunes de Oliveira
– Joaquim da Paixão Port Alpiri
– Sofia Manuela da Silva Fragoso

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Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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