MATO GROSSO
Operação Tiradentes intensifica policiamento nos municípios da Baixada Cuiabana
MATO GROSSO
O Primeiro Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso lançou, na tarde desta terça-feira (18.04), a Operação Tiradentes, em Cuiabá, que visa intensificar o policiamento preventivo e ostensivo na Capital e nos municípios que fazem parte do 1º CR, em razão do feriado alusivo ao Dia de Tiradentes (21 de abril). A solenidade de lançamento da operação, que segue até o próximo domingo (23.04), ocorreu na Praça Ana Maria Martinha, no bairro Pedra 90.
Fazem parte do 1º CR os municípios de Chapada dos Guimarães, Acorizal, Barão de Melgaço, Nova Brasilândia, Planalto da Serra e Santo Antônio de Leverger. A operação intensifica o trabalho de abordagens, buscas e checagens e, consequentemente, prisões, na garantia da ordem pública e redução da criminalidade.
O comandante do 1º Comando Regional, coronel Wankley Correa Rodrigues, destaca que a operação terá o acréscimo de mais de 100 policiais e 50 viaturas e motocicletas, que estarão nas ruas trazendo a sensação de segurança para a sociedade.
“O trabalho que a Polícia Militar faz diariamente estará intensificado neste período, quando nossos policiais se farão presentes para fazer frente à repressão da criminalidade, desde os bairros até os centros comerciais, com foco na proteção da população”, pontuou o comandante, acrescentando que a PM também estará presente em pontos turísticos e locais com grande aglomeração de pessoas, em virtude do feriado prolongado.
O subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, coronel Wilker Soares Sodré, participou do lançamento da operação e agradeceu a presença da comunidade no local, ressaltando que a operação é pensada para a garantia da segurança de todos.
“Buscamos sempre, durante estas operações, realizar o policiamento ostensivo massificado, utilizando toda nossa estrutura moderna e eficaz. Mas também buscamos atuar em conjunto com a comunidade, fortalecendo a segurança pública e garantindo uma sociedade mais segura, para os cidadãos de Mato Grosso”.
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Ronda escolar
A Operação Tiradentes também dá destaque ao trabalho da Polícia Militar no fortalecimento das rondas escolares das redes estaduais, municipais e particulares. Neste âmbito, a PM tem atuado no trabalho de rondas, priorizando os trabalhos de início e término das aulas, além de realizar visitas no interior das escolas, conversando com alunos e o corpo docente.
No lançamento da operação, estiveram presentes alunos da Escola Estadual Rafael Rueda, que prestigiaram a solenidade militar. O coronel Wankley Rodrigues agradeceu a presença dos jovens e falou sobre a importância da integração da segurança pública e a sociedade.
“É um momento para chamar alunos, professores e diretores de escolas para estarem juntos com a Polícia Militar. Estamos com um efetivo focado, com nossos policiais em contato direto nas escolas, com o trabalho preventivo de rondas escolares para trazer e garantir a segurança no ambiente educacional”, concluiu o coronel Rodrigues.
Participam da operação os efetivos policiais de todos os batalhões e companhias do comando regional. Além disso, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Batalhão de Trânsito, Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria) e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) também fazem parte do policiamento da Operação Tiradentes.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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