POLÍCIA
Três suspeitos de perseguir e ameaçar as ex-companheiras são presos em flagrante pela Polícia Civil
POLÍCIA
Três autores de crimes de violência doméstica, em Sorriso, foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na segunda-feira (17.04). As vítimas procuraram a delegacia do município para solicitar medidas protetivas de urgência.
Na manhã de segunda-feira, uma mulher de 36 anos procurou o Núcleo de Atendimento à Mulher na Delegacia de Sorriso para solicitar medidas protetivas e relatou que havia sido agredida pelo seu convivente, na noite anterior, sendo possível visualizar as lesões no corpo da vítima. O suspeito jogou uma caixa de madeira em direção à cabeça da vítima, causando-lhe lesões na nuca.
Ela disse ainda que o ex-companheiro não aceita o fim do relacionamento e no período de separação, ele chegou a pular o muro de sua residência. Diante dos fatos, a delegada Jéssica Assis determinou diligência e uma equipe de investigação localizou o suspeito próximo à casa da vítima.
Encaminhado para a Delegacia de Sorriso, em interrogatório ele se manteve em silêncio e disse que só se manifestará em juízo. O suspeito foi autuado em flagrante e será apresentado em audiência de custódia.
A segunda prisão foi de um suspeito pelos crimes de ameaça, perseguição e violência psicológica contra a vítima de 25 anos. A mulher buscou auxílio nas primeiras horas da manhã de segunda-feira para solicitar medidas protetivas de urgência e relatou que estava sofrendo perseguição por parte do ex-companheiro.
O suspeito foi até a sua residência e a ameaçou assim que ela retornou da delegacia, dizendo que iria matá-la e, em seguida, se mataria. Diante da gravidade dos fatos, uma equipe da delegacia fez diligências e conduziu o agressor à unidade policial, onde foi autuado.
A terceira vítima, de 19 anos, procurou a Delegacia de Sorriso e relatou que teve um relacionamento com o suspeito por, aproximadamente, um ano, e que, há quatro anos, ele a ameaça de morte, como também a sua família.
Além disso, o agressor a persegue em locais públicos, a impedindo de conviver e de se relacionar com outras pessoas e ameaça divulgar fotos íntimas da vítima. A vítima relatou que vive com medo e mesmo depois de procurar a delegacia, ele continuou a mandar mensagens e a persegui-la.
Os investigadores plantonistas conseguiram prendê-lo em flagrante e o encaminharam à delegacia, onde foi autuado pelos crimes de perseguição e violência psicológica. Em interrogatório, o suspeito negou todos os fatos alegados.
Todos responderão a inquéritos policiais que foram instaurados pela delegacia.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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