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Corinthians vence Cruzeiro na estreia do Campeonato Brasileiro

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Na tarde deste domingo (16.04), o Corinthians venceu o Cruzeiro por 2 a 1 na Neo Química Arena, com gols do jovem Matheus Araújo e de Róger Guedes. Apesar de não ter feito um grande jogo, o time de Fernando Lázaro foi quem mais levou perigo ao longo dos 90 minutos e foi premiado com a vitória.

No primeiro tempo, o Corinthians teve dificuldades para se impor diante de sua torcida e o meia Giuliano teve que deixar o gramado após sentir uma lesão, dando entrada para Matheus Araújo. Curiosamente, o jovem foi o autor do primeiro gol do Corinthians, após tabelar por dentro com Fausto e finalizar com categoria.

Na etapa complementar, o jogo estava equilibrado até o gol de Matheus Araújo aos 22 minutos. O Corinthians teve a chance de ampliar logo em seguida, com Yuri Alberto, mas parou no goleiro Rafael Cabral. Depois disso, o Cruzeiro aumentou o ritmo no ataque, mas o Corinthians foi eficiente nos contragolpes e conseguiu sacramentar o placar com Róger Guedes aos 42 minutos.

Nos acréscimos, o Cruzeiro descontou com Lucas Oliveira em cobrança de escanteio, mas não teve tempo para buscar a igualdade. Com isso, o Corinthians garantiu os primeiros três pontos no Campeonato Brasileiro.

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O próximo jogo do Corinthians será na quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Argentinos Juniors, válido pela segunda rodada da Copa Libertadores e também será disputado na Neo Química Arena.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 X 1 CRUZEIRO

Local: Neo Química Arena, São Paulo (SP)
Data: 16 de abril de 2023 (domingo)
Hora: às 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Mauricio Coelho Silva Penna
VAR: Wagner Reway
Cartões amarelos: Fausto Vera, Roni, Fagner, Róger Guedez (Corinthians); Lucas Oliveira, Nikão (Cruzeiro)
GOLS: Corinthians: Matheus Araújo (22 minutos do 2T) e Róger Guedes (42 minutos do 2T); Cruzeiro: Lucas Oliveira (52 minutos do 2T)
Público pagante: 41.304
Público total: 41.716
Renda: R$ 2.681.550,00

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Bruno Méndez, Gil e Matheus Bidu (Fábio Santos); Roni (Cantillo), Fausto (Du Queiroz), Giuliano (Matheus Araújo) e Barletta (Adson); Róger Guedes e Yuri Alberto. Técnico: Fernando Lázaro

CRUZEIRO: Rafael Cabral; William, Lucas Oliveira, Luciano Castán e Marlon; Richard, Ramiro (Filipe Machado) e Mateus Vital (Rafael Bilu); Wesley (Nikão), Bruno Rodrigues e Gilberto. Técnico: Pepa

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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