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Atlético Mineiro vence o Brasil-RS de virada pela Copa do Brasil

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O Galo venceu o Brasil-RS por 2 a 1, de virada, na noite desta quarta-feira (12.04), no Mineirão, e saiu na frente no confronto da terceira fase da Copa do Brasil. Os gols da partida foram todos no segundo tempo. João Marcos fez pelo Brasil aos 10 minutos. Battaglia, aos 19, e Hulk, aos 40, marcaram para o Galo.

A vaga na próxima fase do torneio será decidida no próximo dia 26, no estádio Bento de Freitas, em Pelotas (RS).

O jogo

O atacante Paulinho, com fadiga muscular, e o meia Edenilson, com virose, não foram relacionados.

O Galo pressionou o Brasil no início do jogo. A primeira finalização foi de Bruno Fuchs, aos quatro minutos. O goleiro Marcelo Pitol espalmou.

No minuto seguinte, Patrick avançou pela esquerda e cruzou na área. A zaga do time gaúcho rebateu e a sobra ficou com Dodô, que chutou de longa distância. A bola saiu pelo lado direito do gol.

Aos 10 minutos, Isaac recebeu a bola na área e cabeceou para fora.

O Brasil chegou pela primeira vez aos 13 minutos. Mário Henrique cobrou falta e a bola foi para fora.

A melhor chance alvinegra foi aos 21 minutos. Hulk cobrou falta do meio de campo e acertou a trave do gol adversário.

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Aos 33 minutos, Hulk cruzou da direita e a zaga do Brasil interceptou antes de a bola chegar em Jemmerson. Aos 34, Isaac cruzou e o zagueiro João Marcos fez o corte.

Aos 41, Isaac tabelou com Igor Gomes e bateu rasteiro. O goleiro Marcelo Pitol defendeu.

Segundo tempo

O técnico Eduardo Coudet mudou o time para o segundo tempo. Zaracho e Hyoran entraram nos lugares de Igor Gomes e Dodô, respectivamente. Aos sete minutos, o treinador atleticano fez mais uma alteração. Isaac deu lugar a Pavon.

O Brasil foi ao ataque aos nove minutos e o zagueiro Bruno Fuchs cortou os jogadores adversários duas vezes seguidas.

Aos 10 minutos, os visitantes abriram o marcador. Após cobrança de escanteio pela direita, o zagueiro João Marcos subiu e cabeceou.

O Galo teve duas oportunidades em chutes de fora da área aos 14 minutos. Primeiro Saravia chutou forte e Marcelo Pitol espalmou. Depois foi a vez de Zaracho, mas a bola foi para fora.


Foto: Pedro Souza

Hulk cobrou falta aos 18 e a bola foi para fora.

Virada do Galo

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No minuto seguinte, o Galo fez o gol de empate. Hyoran cobrou escanteio da direita e Battaglia subiu para cabecear e deixar tudo igual no marcador.

Nova oportunidade veio em chute de fora da área aos 26 minutos, com Pavon. Marcelo Pitol defendeu.

Aos 38 minutos, após checagem no VAR, a árbitra Edina Alves marcou pênalti de Vítor Jesus em Hyoran. Hulk cobrou aos 40 minutos e acertou o canto esquerdo do gol do Brasil: Galo 2 a 1!!!

Próximo jogo
O Galo volta a campo no domingo (15), às 21h, contra o Vasco, no estádio Mineirão. O jogo marca a estreia do time alvinegro no Campeonato Brasileiro de 2023. A venda de ingressos começa nesta quinta-feira (13) às 11h

Árbitra: Edina Alves (FIFA/SP)
Árbitra Assistente I: Neuza Inês Back (FIFA/SP)
Árbitra Assistente II: Leila Naiara Moreira da Cruz (FIFA/SP)
Quarto Árbitro: Murilo Francisco Misson Júnior (CBF/MG)
Árbitro de Vídeo (VAR): Wagner Reway (CBF/PB)
AVAR I: Cleriston Clay Barreto Rios (CBF/SE)
Observador de VAR: Emerson Augusto de Carvalho (CBF/SP)

Público: 14.964 pessoas
Renda: R$ 470.416,50

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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