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Prefeitos destacam melhoria na gestão em primeira apresentação de resultados do GPE

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

A apresentação de resultados de 2022 do Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE) teve início nesta quarta-feira (12). Durante a abertura do primeiro de cinco encontros, gestores apontaram o cumprimento de metas e destacaram o papel da ferramenta desenvolvida pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) na garantia da prestação de serviços à população do estado. 

O projeto, instituído em 2022 pelo presidente da Corte de Contas, conselheiro José Carlos Novelli, é um dos carros-chefe da gestão e representa sua visão institucional, voltada à construção de uma administração pública de excelência. Foi o que destacou o presidente por meio de discurso lido pelo supervisor da Escola Superior de Contas, conselheiro Waldir Teis. 

“O nosso foco principal tem sido os municípios, porque são a ponta mais fraca entre as três esferas da administração pública, e são as prefeituras que prestam a maior parte dos serviços à população. Toda a vida do cidadão passa pelo município, portanto, ao ajudarmos a aprimorar a gestão e os serviços das prefeituras, estamos contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no nosso estado”, disse José Carlos Novelli. 

Para tanto, o programa, executado pela Secretaria de Planejamento, Coordenação e Integração (Seplan) do TCE-MT, tem por objetivo validar o planejamento de longo prazo dos municípios, com foco na criação e efetiva implementação de políticas públicas voltadas à saúde, educação, infraestrutura, economia e assistência social. Até agora há mais 100 adesos, o que corresponde a uma abrangência de 85% da população estadual.

Os bons frutos do projeto foram citados pela prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira. “Com a capacitação das nossas equipes de trabalho, temos melhorado muito nossas ações. As metas têm um percentual alto de alcance e agradecemos ao TCE por essa evolução. Estamos cada vez mais comprometidos com um planejamento organizado, para entregarmos aquilo que a população espera.” 

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No mesmo sentido se pronunciou o prefeito de Juscimeira, Moisés dos Santos. “O GPE é essencial para nós, especialmente porque estamos em um município carente e que enfrenta várias dificuldades. Há alguns anos, o planejamento praticamente não existia, então, assim que cheguei à Prefeitura, fiz questão de ter o Tribunal ao nosso lado, fazendo esse trabalho.”

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Para o titular da Seplan, Adjair Roque, a ferramenta é fundamental para que a gestão, principalmente municipal, enfrente os desafios no atendimento das demandas da sociedade com recursos escassos. “As falas dos prefeitos nos asseguram que estamos no caminho certo e que o planejamento estratégico é um instrumento necessário para definir o caminho ideal a ser seguido para a efetivação das políticas públicas.”

Já coordenador do convênio firmado entre o TCE-MT e a UFMT, o professor-doutor Alexandre dos Anjos, explicou que elaboração de mapas estratégicos e realinhamento do planejamento tem que existir e que as metas não podem ficar no papel. “A UFMT realiza atividades em dimensão técnica e científica, sem perder de vista a visão humanista. Nada reflete melhor isso que a colaboração com o TCE, que tem buscado soluções para nosso estado.”

Capacitação e resultados

A partir do GPE, o objetivo da Corte de Contas é concretizar os planos estratégicos de cada um dos 141 municípios mato-grossenses e entregar o diploma de técnico de planejamento de 282 servidores das prefeituras até outubro. Assim, as capacitações oferecidas pelo órgão por meio da Escola Superior de Contas têm papel fundamental no cumprimento das metas propostas pelo programa.

Na ocasião, o conselheiro Waldir Teis falou sobre o assunto. “Peço aos prefeitos que não meçam esforços para enviar os servidores às nossas capacitações. A troca de conhecimento é importante para que cada dia a gente possa analisar as contas com a certeza de bons resultados. Isso é necessário para que o país cresça e para que possamos diminuir desigualdades.” 

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O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, citou uma série de ações realizadas em parceria com o TCE-MT. “Não tivemos no ano passado nenhuma conta com parecer contrário à aprovação. Isso mostra o compromisso dos prefeitos em fazer uma gestão transparente e de resultados e, por outro lado, evidencia o resultado desta visão do Tribunal.” 

A questão também foi reforçada pelo prefeito de Sapezal, Valcir Casagrande. “Nossos servidores têm participado de todas as capacitações. A gente entende que o Tribunal é um parceiro que nos orienta a andar corretamente. Essas iniciativas só nos levam a melhorar o município, então trabalhamos para que os servidores estejam aptos a não errar”, disse.

As reuniões

 Neste primeiro momento, as reuniões, realizadas virtualmente, contarão com um total de 19 municípios, sendo eles: Água Boa, Alta Floresta, Cáceres, Campo Verde, Cuiabá, Diamantino, Itiquira, Juína, Juscimeira, Lucas do Rio Verde, Nortelândia, Primavera do Leste, Querência, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, Sapezal, Sinop, Tangará da Serra e Várzea Grande. 

O público-alvo são os prefeitos e secretários municipais, coordenadores do GPE, servidores e munícipes convidados. Também são convidados servidores dos demais municípios que estão na fase de elaboração dos seus planos estratégicos. O encontro foi transmitido pelo Canal do TCE-MT no YouTube.

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Fonte: TCE MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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