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Nosso Judiciário: acadêmicos de Direito visitam sede do Tribunal de Justiça

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Mais uma turma de acadêmicos de Direito teve a oportunidade de conhecer a estrutura do Tribunal de Justiça. Por meio do projeto “Nosso Judiciário” acadêmicos do 6º ao 10º semestre da União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (UNIFACC), de Várzea Grande, estiveram na sede do Poder Judiciário, em Cuiabá, nessa segunda-feira (10 de abril) e fizeram um tour por diversos setores.
 
A visita serve para aproximar a Justiça de toda a população, especialmente, neste caso, de acadêmicos de Direito. Os estudantes também assistem a parte de julgamentos de órgão colegiado do Tribunal e ao final da visita, no Espaço Memória têm contato com magistrados que falam sobre suas experiências.
 
O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, do Juizado Especial Itinerante (JEI) e Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Itinerante, conversou com os alunos e alunas sobre a carreira da magistratura e destacou a importância desse contato, que aproxima a Justiça estadual dos acadêmicos.
 
“É uma iniciativa excelente do Poder Judiciário. Os acadêmicos têm muita teoria [em sala de aula] e falta essa proximidade com a prática. Além de tudo, eles podem ver que há essa proximidade com o Judiciário, que não existem diferenças, que existe um respeito e que somos atores de um mesmo sistema. Essas visitas ajudam a desmistificar a figura do desembargador e do juiz, uma forma de verem que todos trabalhamos em prol de um único objetivo, que é o jurisdicionado”, afirmou o magistrado.
 
A professora do curso, Vênula Lopes Correa, ressaltou que além da oportunidade de estar na sede do Poder Judiciário a experiência de ter contato mais próximo com os magistrados e servidores é muito importante.
 
“A avaliação é extremamente positiva em todos os aspectos porque a experiência do início ao fim consegue concatenar diversos temas teóricos ministrados na faculdade e que muitas vezes a metodologia dentro da sala de aula acaba por engessar os acadêmicos. Quando a gente desperta essas experiências práticas nos alunos a gente verifica resultados muito positivos em cada um deles. Nosso planejamento é de voltar com outras turmas e tornar isso rotineiro na nossa instituição”, comentou.
 
O aluno do terceiro semestre, Marcos José da Silva, diz que o que lhe motivou a escolher o curso de Direito foi a afinidade com os temas jurídicos, mesmo já tendo outra formação superior. Ele aprovou a visita. “Achei prático, o ambiente acadêmico traz uma visão e aqui a gente tem a oportundiade de ver na sessão que presenciamos a aplicação da lei, mas acima de tudo, dentro de uma estrutura organizacional, a aplicação da justiça e isso é importante para a gente.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto dos alunos no saguão do TJ. Neif Feguri fala sobre a história do Judiciário. Segunda imagem: Juiz Jorge Alexandre usa óculos de grau, terno cinza, gravata amarela e camisa clara. Terceira imagem: Professora Vênula, que usa uma blusa vermelha, tem cabelos loiros na altura dos ombros. Quarta imagem: Aluno Marcos José da Silva, que usa óculos de grau e um terno escuro, camisa azul clara e uma gravata em tom terroso quadriculada com cinza.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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