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Poder Judiciário de Mato Grosso reforça campanhas de conscientização em estádios de futebol

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Campanhas de conscientização sobre violência doméstica contra a mulher e adoção, do Poder Judiciário de Mato Grosso, chamaram atenção ao longo do Campeonato Mato-grossense de futebol. Na final entre o Cuiabá e União de Rondonópolis as faixas de conscientização levaram as mensagens para o público no sábado (8 de abril), na Arena Pantanal, em Cuiabá. A ação é uma parceria entre a Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF) e o Poder Judiciário.
 
A parceria, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça na campanha da adoção e do Tribunal de Justiça, na campanha de violência doméstica, e a Federação tem objetivo de chamar atenção das torcidas e daqueles que amam o futebol para as duas causas.
 
No estádio, o locutor falou sobre as campanhas para reforçar a relevância sobre os dois assuntos.
 
O presidente da Federação Mato-grossense de Futebol, Aron Dresch destaca que a parceria visa levar a mensagem ao conhecimento do público no que diz respeito à conscientização. “É mostrar a importância do combate à violência doméstica e que esse fato ocorre na nossa sociedade. Esse é o objetivo das faixas, assim como da adoção, no início do jogo. E é essa nossa parceria, de levar esse conhecimento ao público que vem assistir os jogos.
 
O empresário Marcelo Ferreira sempre vai ao estádio, com a esposa Fernanda e os dois filhos, Romeu e Enrico, assistir aos jogos do Cuiabá. Ele avalia como positiva a campanha com as faixas num estádio de futebol. “Acho importante para conscientizar as pessoas que estão aqui e é interessante porque é um espaço que reúne família, mulheres e crianças. Uma oportunidade boa para se falar sobre o assunto, sim”, afirmou.
 
Quem também aprovou a ideia, especialmente sobre a faixa relacionada à adoção foi a médica veterinária Michelle Griggi. “É tão importante o ato de adotar, tem tantas crianças esperando na fila. É uma ótima iniciativa essa divulgação”, comentou ao lado do filho Pedro, de 12 anos.
 
Juizado do Torcedor – Presente em jogos e grandes eventos, o Juizado Especial do Torcedor (JET) é o Poder Judiciário representado nos locais para assegurar os direitos e segurança dos participantes.
 
A juíza Patrícia Ceni é a coordenadora do JET e ressalta a importância das campanhas de conscientização realizadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
“Futebol é uma paixão nacional e, sendo assim, tudo o que pudermos fazer de campanhas, seja contra a violência doméstica ou a favor da adoção, qualquer campanha que tenha cunho de explicar para a comunidade, para a população, sobre direitos e deveres, é muito bem visto. Primeiro porque os jogos são transmitidos e isso se propaga para outros municípios, para outras pessoas que não puderam estar aqui presentes. E para aqueles que estão presentes no estádio cria o cunho da criança perguntar para o pai o que está acontecendo, qual o motivo das faixas ou da campanha. Então já estamos educando a atual geração e já prevendo o futuro para que esses números diminuam em relação a violência doméstica e que aumentem muito as questões acerca da adoção”, reiterou a juíza.
 
Atuação do JET – O Juizado Especial do Torcedor atua para garantir a segurança e o atendimento imediato de demandas que ocorram no estádio ou em grandes eventos, seja de uma reclamação cível ou um ato de menor potencial ofensivo que seja da área criminal.
 
A atuação do Poder Judiciário, em conjunto com outras instituições, assegura direitos e a segurança da população, conforme disse a juíza. “A presença do Poder Judiciário no local dos eventos fez com que as famílias tivessem mais segurança porque sabem que estão amparadas não só pela Polícia Militar, mas por um delgado, pela presença de uma magistrada, de um promotor. Seja o que for que aconteça será resolvido exatamente no local.”
 
A equipe do JET é composta por um gestor, um assessor, técnico de Tecnologia da Informação, motorista, além de contar com a presença do Ministério Público e Defensoria Pública para que todas as situações que acontecerem sejam resolvidas in loco.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: foto dos jogadores do Cuiabá e União de Rondonópolis. Eles estão no meio do campo, enfileirados e seguram uma das faixas, da campanha contra a violência doméstica. Segunda imagem: foto  Aron, presidente da FMF usa uma camisa azul marinho durante entrevista no gramado. Terceira imagem: Michelle com o filho Pedro. Eles posam e sorriem para a foto e também usam a camiseta do Cuiabá. Quarta imagem: juíza Patrícia Ceni, coordenadora do Jet usa vestido estampado em tons de rosa. Quinta imagem: foto do time do Operário, em um dos jogos do mato-grossense de futebol, segurando a faixa da campanha da Adoção.
 
Dani Cunha/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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