MATO GROSSO
Escolas de Tempo Integral se destacam em evento da Defensoria Pública da União
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Julia Zeri, Anna Villa e Nicole Finger, da Escola Estadual São José do Rio Claro, foram classificadas em 1º, 2º e 3º lugar, respectivamente, na categoria Ensino Fundamental. Para as estudantes, é unanimidade que o número de horas passadas dentro do ambiente escolar proporciona estímulos às diferentes potencialidades. Segundo elas, a classificação no concurso de redação reflete o bom resultado delas em sala de aula.
A estudante Aliane Maria Queiroz, da escola Plácido de Castro, que foi classificada na categoria Ensino Médio, também defende essa análise. “Além do tempo integral na escola, os investimentos em equipamentos, materiais e plataformas contribuíram para o nosso desempenho no concurso. As apostilas do Ensino Estruturado foram fundamentais nesse processo. As redações, temas e a diversidade de assuntos ajudaram nisso”, contou.
Segundo Júlia Marino, a similaridade do tema do concurso com os assuntos tratados na escola mostra que a educação pública está antenada aos temas relevantes e presentes na realidade social. Ela lembra que o tema foi “Prato feito: alimentação de qualidade é sinal de dignidade”.
“Trabalhamos com a pedagogia da presença acadêmica, temos como foco principal, além do projeto de vida do aluno, o protagonismo estudantil. A todo momento nós incentivamos a participação dos estudantes em concursos, olimpíadas e contribuímos com materiais para que eles se preparem para o desafio”, completou a diretora da Escola Estadual São José do Rio Claro, Aubley Zeri.
A professora responsável pelos trabalhos das estudantes Plácido de Castro, Lahoa Matos Terra, contou que a preparação para o concurso começou no início do ano. Segundo ela, no decorrer do primeiro bimestre as produções de redação foram abordadas com o propósito de incentivar o estudante para o concurso. Ela também afirmou que os estudantes já haviam reforçado as produções textuais visando as provas do Enem 2023.
Na avaliação do diretor Regional de Educação do polo de Diamantino, Luis Henrique Dutra, o interesse das unidades em participar de concursos e olimpíadas, tanto nacionais como internacionais, vem crescendo. “É importante dizer que a Escola Estadual São José do Rio Claro tem um histórico de ações e que participou da Olimpíada Internacional de Matemática. É importante salientar que as unidades possuem equipes gestoras com professores motivados a fomentar cada vez mais o protagonismo estudantil”, finalizou.
O 7 º Concurso de Redação da Defensoria Pública da União é um concurso lançado anualmente, direcionado a estudantes de escolas públicas. O concurso também contempla estudantes que se encontram em privação de liberdade ou medida socioeducativa de internação, além dos participantes do EJA – Escola de Jovens e Adultos.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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