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Presidente do Tribunal de Justiça certifica novos facilitadores em Campo Novo do Parecis

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, esteve na manhã de sexta-feira (17 de março) no Fórum da Comarca de Campo Novo do Parecis para certificar 24 novos facilitadores de Círculos de Construção de Paz.
 
Os participantes da capacitação pertencem à rede pública de educação e saúde de Campo Novo dos Parecis e receberam das mãos da desembargadora, atual presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), a certificação para utilizarem a ferramenta nas escolas do município.
 
De acordo com a líder do Judiciário, desembargadora Clarice Claudino da Silva, a certificação da 1ª Turma de Facilitadores de Campo Novo do Parecis e a implantação da Justiça Restaurativa na comarca são ações que vão ao encontro do entendimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o tema.
 
“A Justiça Restaurativa acabou de ser eleita em 2023 pela presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, o ‘Ano da Justiça Restaurativa na Educação’. Essa definição muito nos alegrou, porque o grande projeto que estamos em construção e ampliação em algumas localidades é justamente levar os Círculos de Construção de Paz para as escolas. O encontro aqui em Campo Novo do Parecis então é mais um elo dessa corrente.”
 
“Estamos fazendo essa semeadura, por meio das certificações de facilitadores, justamente para entregar à população essa matéria prima, a possibilidade de que mais pessoas venham conhecer os Círculos e deles se beneficiarem”, pontua a presidente do TJMT.
 
Segundo a desembargadora, um dos pontos fortes da ferramenta é a sua plasticidade, podendo ser aplicada em quase todas as demandas sociais. “Serve para quase tudo que nós precisamos enfrentar, seja de controvérsia, celebração ou de uma conversa mais difícil. E é isso que estamos trazendo de presente para essa Comarca. Espero que a comunidade os receba com muito carinho.”
 
O diretor da unidade judiciária e coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Campo Novo do Parecis, em substituição legal, Pedro Davi Benetti, destacou o impacto da aplicação da Justiça Restaurativa na Comarca. “Essa metodologia proporciona o aprender a escutar. Isso gera mais interação e paz social, com reflexos positivos no futuro desses alunos e de suas famílias, pois afasta os jovens das drogas e da criminalidade.”
 
A secretária de Educação de Campo Novo do Parecis, Silvana Nunes Viana Paiva, representou a gestão municipal no evento e afirmou que a parceria com o Judiciário já trouxe resultados positivos nas escolas.
 
“Eu participei do Círculo de Construção de Paz e essa ferramenta trabalha muito subjetivamente com as emoções, com os sentimentos. Agora ela já está legalizada em nossa grade curricular e tenho convicção que teremos grandes avanços no desenvolvimento e aprendizagem das nossas crianças”, explica a gestora da Educação no município.
 
Para o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, Juvenal Pereira da Silva, a participação da sociedade, por meio de soluções consensuais, é muito importante para a engrenagem da Justiça. “Os Círculos de Construção de Paz são uma ferramenta da Justiça Restaurativa. E essas soluções através do consenso são, na maioria das vezes, melhores do que uma decisão judicial.”
 
Programa Justiça Restaurativa – Durante o evento de certificação também foi assinado o Termo de Cooperação Técnica nº 001/2023 entre NugJur, Cejusc de Campo Novo do Parecis, Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal de Educação para implantação do Programa Justiça Restaurativa nas Escolas Municipais de Campo Novo do Parecis.
 
O objetivo do acordo é a união de esforços para pacificação social nas escolas como uma política de orientação e solução extrajudicial de conflitos verificados no ambiente escolar, em conformidade com as diretrizes da Resolução CNJ nº 225/2016.
 
A parceria com o município foi uma iniciativa da coordenadora titular do Cejusc de Campo Novo do Parecis (em licença maternidade), Cláudia Anffe Nunes da Cunha, a partir da grande demanda de problemas relatados nas escolas pela gestão municipal, como bullying, racismo, preconceitos, conflitos familiares, entre outros.
 
Estiveram presentes na solenidade o juiz auxiliar da Presidência e coordenador do NugJur, Túlio Duailibi Alves Souza, a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, a gestora-geral do NugJur, Claudia Regina Duarte Bezerra Candia, e a secretária municipal de Assistência Social de Caxias do Sul/RS, Katiane Boschetti da Silveira.
 
#Paratodosverem
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Primeira imagem: foto colorida do plenário do Tribunal do Juri durante a solenidade de certificação da 1ª Turma de Facilitadores do Cejusc de Campo Novo do Parecis. Segunda imagem: presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, em pé, em frente a um púlpito, discursando para presentes. Terceira imagem: presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, junto de autoridades e novos facilitadores com certificados em mãos.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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