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Polícia Civil prende idoso que abusou sexualmente de cinco vítimas em Itiquira

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Um idoso de 67 anos foi preso nesta quarta-feira (15.03), pela Polícia Civil, pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra quatro vítimas na cidade de Itiquira.

A Delegacia da Polícia Civil do município instaurou inquérito para apurar o crime a partir das denúncias feitas no dia 04 de março, quando as mães das vítimas procuraram a unidade policial relatando os crimes.

P.A.C., bioquímico que atuava no município e é bastante conhecido na cidade, fazia atendimentos domiciliares, especialmente a pessoas idosas para aferição de pressão e coleta de material para exames. Os atendimentos eram, especialmente, a pessoas que tivessem crianças em casa.

Conforme a investigação apurou, ele se aproveitava do descuido dos idosos durante o atendimento nas residências e tocava intimamente as crianças. Em duas residências, ele cometeu o crime contra duas irmãs de oito e quatro anos e contra outras duas, primas, de oito e seis anos.

Uma vítima contou para a mãe, que confirmou o fato com a segunda criança. A mãe das crianças procurou então a Delegacia de Itiquira para denunciar o crime. As quatro crianças foram ouvidas em depoimento especial e relataram como o investigado as abordou e como os crimes ocorreram.

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O delegado Felipe Neto explicou que durante a investigação foi constatada uma quinta vítima do idoso, que hoje tem 14 anos. A adolescente foi ouvida também em depoimento especial e contou que foi abusada pelo idoso quando era criança. “O investigado se aproveitou da confiança que tinha das pessoas, durante os atendimentos que realizava nas residências, para abusar das vítimas”, declarou o delegado, informando ainda que não houve conjunção carnal, mas os toques íntimos também caracterizam o crime de estupro de vulnerável. 

Diante do material coletado, o delegado representou pela prisão preventiva do bioquímico, que foi decretada na terça-feira.

Após ser ouvido na delegacia, o idoso apresentou um suposto surto psicótico e foi levado a um hospital psiquiátrico em Rondonópolis no fim da semana passada. Contudo, nesta quarta-feira, a

a equipe do hospital relatou aos policiais civis que o investigado não estava com nenhum problema psiquiátrico e foi liberado.

A equipe da Delegacia de Itiquira cumpriu o mandado de prisão e o agressor foi encaminhado à Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis

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Após o cumprimento da prisão e divulgação do caso na imprensa, a Delegacia de Itiquira chegou mais quatro denúncias nesta quarta-feira de abusos cometidos pelo idoso, contra vítimas com o mesmo perfil.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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