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Golpista é preso pela segunda vez em flagrante com dinheiro em espécie

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Policiais da Delegacia Especializada em Estelionato e Outras Fraudes prenderam em flagrante, em Cuiabá, nesta quarta-feira (15), um golpista que estava com R$ 20 mil em espécie. Esta é a segunda vez, em quatro meses, que B.S.S, de 27 anos, é preso por golpes. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de lavagem de capitais e teve a prisão preventiva representada pela Polícia Civil.

A equipe policial flagrou o golpista em uma residência no bairro CPA 3, após checagem de uma denúncia de que uma pessoa, que foi presa anteriormente, estava em posse de uma quantia em dinheiro em espécie.

Na residência, os policiais, após horas de vigilância, conseguiram abordar o suspeito, que estava em um veículo Ônix. Na residência, onde mora com o seu avô, que autorizou a entrada da equipe, foi localizada no quarto do suspeito diversos maços em notas de 50 e 100 reais, escondidas debaixo do colchão.

Ao ser perguntado sobre a origem do dinheiro, de forma dissimulada, o suspeito deu versões diferentes. Conduzido à Delegacia de Estelionatos, ele foi autuado em flagrante por lavagem de capitais. O delegado Pablo Carneiro encaminhou representação ao Judiciário pela conversão do flagrante em prisão preventiva.

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Escritório criminoso

Em novembro do ano passado, B.S.S. foi preso junto com outras nove pessoas, também no CPA 3. Na ocasião, as equipes da Delegacia de Estelionatos apreenderam com o grupo criminoso quatro veículos, 21 celulares e R$ 20.000,00 em dinheiro, oriundos dos golpes aplicados pela quadrilha.

Entre os veículos apreendidos estavam um Toyota Corolla, um Jeep Renegade, uma camionete Toyota Hillux e um Renault Clio. Uma das residências era usada como um ‘escritório de golpes’, sendo localizados celulares e dezenas de cartões bancários.

B.S.S. foi autuado na ocasião por associação criminosa, estelionato (fraude eletrônica) e corrupção de menor.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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