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Mulher é presa pela Polícia Civil por ameaçar e agredir a mãe idosa, que tinha câncer terminal

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Uma mulher de 35 anos foi presa pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (13.03), em Sorriso, por ameaçar e agredir a mãe idosa, que tinha câncer em estágio terminal, e descumprir medidas protetivas de não se aproximar da vítima.

A Delegacia de Sorriso apurou que a idosa sofria foi agredida pela filha, conforme registros recebidos pela Polícia Civil, o primeiro em 2021, feito pela própria vítima. Ela narrou que estava sofrendo ameaças e violência psicológica da filha, V.C.R. que a ameaçava constantemente para que lhe desse dinheiro para manter o vício em drogas.

Na ocasião, a vítima prestou declarações na delegacia e relatou que a filha, por ser usuária de drogas, não vivia com ela e deixava com a idosa a responsabilidade de cuidar dos filhos. Como consequência da vida da investigada, a mãe dela, que à época estava com 72 anos, é que tinha a guarda dos netos.

A vítima revelou que, por diversas vezes, a investigada ia até sua residência, visivelmente drogada, e a ameaçava, pedindo dinheiro. Considerando a situação, a idosa solicitou a primeira medida protetiva, sendo concedida em janeiro de 2021.

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Em agosto do ano passado, a vítima retornou à delegacia e registrou um novo boletim relatando que a filha voltou a ameaçá-la e agredi-la. Foi requerida uma nova medida protetiva, deferida no mesmo mês e a investigada, intimada da decisão judicial no mês seguinte.

Em fevereiro deste ano, uma testemunha presenciou as agressões contra a vítima e procurou a Polícia Militar relatando que retirou a idosa da casa, uma vez que a investigada continuava descumprindo de forma constante a medida protetiva. Com base na narrativa da testemunha, os policiais militares se dirigiram até a residência da vítima, onde encontraram o portão trancado e ao solicitar à investigada que abrisse, ela tentou fugir, pulando o muro, mas foi presa em uma casa vizinha.

Na ocasião, a vítima contou que estava em estágio terminal de câncer e que a filha teria dito que a ajudaria. Contudo, o que ocorreram foram agressões e maus-tratos, sendo que a investigada trocava a medicação da vítima, dando remédio errado e prejudicando da doença.

A investigada foi presa em flagrante pelo descumprimento da medida protetiva e maus-tratos ao idoso. Encaminhada à audiência de custódia, ela foi liberada provisoriamente, com a proibição de manter qualquer contato com a vítima e de frequentar a residência da idosa.

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Quatro dias após a suspeita ser detida em flagrante, outra filha da idosa procurou a Delegacia de Sorriso e denunciou que, mesmo ciente das determinações judiciais, a suspeita voltou à casa da mãe e permaneceu no local.

A vítima faleceu na semana passada. A Delegacia de Sorriso representou pela prisão da investigada, que foi deferida pela 2a Vara Criminal de Sorriso e cumprida nesta segunda-feira.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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