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Polícia Civil indicia grupo organizado para prática de rinhas de galo com apostas de altos valores

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Um grupo organizado para prática de “rinhas de galo”, com apostas que somam milhões de reais foi identificado pela Polícia Civil, em inquérito policial instaurado na Delegacia de Brasnorte para apurar denúncias sobre os fatos. A conclusão das investigações foi encaminhada nesta semana ao Poder Judiciário com indiciamento de três pessoas pelos crimes de associação criminosa e maus-tratos de animais.

Após diversas denúncias referente a um grupo de pessoas, entre elas políticos do município, que atuava com rinhas de galo, a equipe da Delegacia de Brasnorte iniciou a busca por elementos que comprovassem os fatos, conseguindo identificar uma chácara onde estariam alguns animais e também onde ocorreriam as disputas.

Em diligências na propriedade, foi possível avistar de longe animais e os objetos destinados à prática criminosa. No local, foi identificado que os galos ficavam em uma parte separada da propriedade, denominada “rinheiro”, que também seria onde as brigas entre os animais aconteciam.

Segundo informações, os galos que estavam no local pertenciam a donos distintos e constantemente recebiam medicações, supostamente para serem preparados para as disputas.

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Os confrontos entre os animais geralmente aconteciam em finais de semana e reunia pessoas de outras cidades, como Juara e Campo Novo dos Parecis, que vinham para assistir as brigas e fazer apostas em dinheiro. Denúncias relataram que um dos indiciados constantemente se gabava de ter ganho R$ 100 mil em uma única luta entre os animais.

O delegado responsável pelas investigações, Eric Fantin, relata ainda que no criadouro foi identificada a existência de 10 galos para cada galinha, uma vez que a reprodução não teria com fim a quantidade e sim a melhoria genética, feita sem conhecimentos técnicos necessários, pelos responsáveis pelos animais.

“Era uma reprodução feita a ‘olho’, em que o que se buscava era a criação de galos ‘bom de briga’”, ressalta o delegado.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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