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Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso participa da instalação da 5ª Vara Cível de Sorriso

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, participou na manhã desta quinta-feira (10 de fevereiro) da instalação da 5ª Vara Cível no Fórum da Comarca de Sorriso (396 Km a norte de Cuiabá).
 
Durante a solenidade de instalação da nova Vara, a líder do Judiciário mato-grossense destacou sua grande felicidade em poder participar pela segunda vez de um momento tão especial para o município, tendo em vista que também esteve presente no lançamento da pedra fundamental do primeiro fórum de Sorriso.
 
Para a presidente do TJMT, a nova vara traz inúmeros ganhos ao município, que poderá contar com um serviço mais célere e qualificado. “A especialização da 5ª vara facilita o trabalho e otimiza a mão de obra, cada vez mais especializada. Principalmente, por tratar com muito cuidado o ser humano, a família e a criança, que é parte muito sensível e para onde estamos com o nosso olhar voltado.”
 
A desembargadora ressaltou que a 5ª Vara Cível vem ao encontro da necessidade de cada vez mais o Poder Judiciário colocar à disposição da sociedade o atendimento às causas mais sensíveis. “É com muita alegria que participamos dessa instalação, especialmente por ser uma vara de cunho eminentemente social.”
Competência – A instalação da Quinta Vara Cível de Sorriso cumpre decisão do Tribunal Pleno com a Resolução TJMT/TP n. 01, de 24 de janeiro de 2023, que atribuiu a competência especializada da vara para o processo e julgamento de ações de família, sucessões, infância e juventude, e consequentemente a reorganização da competência e nomenclatura das quatro outras varas.
 
Grande demanda – No Estado, Sorriso é a segunda maior demanda da Infância e Juventude de Mato Grosso, ficando apenas atrás da 1ª Vara da Infância de Cuiabá.
 
Desde a data da instalação da última vara cível no município, em 2004, o crescimento populacional é superior a 100%. Segundo informações do IBGE, em 2004 a população de Sorriso era de 48.468. A estimativa é que em 2023 o município já possua mais de 140 mil habitantes, de acordo com o Executivo municipal.
 
O corregedor-Geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, afirmou que a instalação da nova vara tem como objetivo aproximar a população do Judiciário. “A nossa função é servir da melhor forma a sociedade mato-grossense. Com essa instalação, cumprimos uma orientação legal e constitucional, que é a da prestação célere, eficiente e transparente nos serviços do Judiciário.”
 
Segundo o diretor do Foro de Sorriso, juiz Érico de Almeida Duarte, a instalação da nova vara é um pleito antigo da comarca. “Com o crescimento populacional exponencial do município, os problemas sociais têm acompanhado o ritmo. Essa unidade vai tratar especificamente de crianças e questões familiares. É fundamentalmente uma vara social, que terá um juiz específico só para lidar com essas questões.”
 
De acordo com o prefeito de Sorriso, Ari Lafin, é um dia histórico para o município. “A instalação desse avanço significativo para o atendimento à população em nosso município reflete na velocidade mais rápida com que essas pessoas terão respostas às suas demandas. Só queremos agradecer ao Poder Judiciário do Estado que tem feito a sua parte em nosso município.”
 
O evento também contou com a participação do juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Túlio Dualibi Alves de Souza, da diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula e de demais autoridades da região.
 
Homenagem – Ao fim da cerimônia, a presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, recebeu a ‘Comenda Claudino Frâncio’, em reconhecimento aos seus relevantes préstimos para o desenvolvimento do município. A honraria foi entregue pelo representante do Poder Legislativo de Sorriso no evento, vereador Rodrigo Machado.
 
Marco Cappelletti/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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