POLÍCIA
Polícia Civil cumpre mandados contra grupo crimininoso responsável por homicídios no interior
POLÍCIA
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Nova Mutum, cumpriu durante a semana seis ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão, contra investigados por homicídio consumado e tentado ocorridos no município.
Na operação foram cumpridos cinco mandados de prisão e um de busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa que tiveram o envolvimento identificado nos crimes. Entre os presos está o líder do grupo criminoso, que teve o mandado de prisão cumprido na penitenciária, onde já está preso por outros crimes.
Durante as investigações dos três crimes, os policiais da Delegacia de Nova Mutum perceberam que todos os casos foram praticados com o mesmo modo de ação, identificando cinco pessoas envolvidas nos crimes, sendo um mandante, que dava as ordens de dentro de uma unidade prisional, e outras quatro que atuavam nas execuções das vítimas.
Crimes
O primeiro fato, uma tentativa de homicídio contra um jovem de 23 anos, ocorreu no dia 09 de dezembro, no Residencial das Palmeiras, quando a vítima foi atingida com um disparo de arma de fogo na cabeça e socorrida até o hospital.
No dia dos fatos, a ocorrência foi registrada como tentativa de suicídio. Entretanto, no decorrer das investigações da Delegacia de Nova Mutum, foi possível identificar que na realidade se tratava de uma tentativa de homicídio.
O segundo crime foi o homicídio consumado de um jovem de 27 anos, ocorrido no dia 28 dezembro no bairro Residencial das Palmeiras. A vítima foi atingida por diversos disparos de arma de fogo, não resistindo aos ferimentos e morrendo no local.
O terceiro fato ocorreu no dia 25 de janeiro nas imediações do bairro Industrial Sul, tendo como vítima um homem de 33 anos, que também foi atingida por diversos disparos de arma de fogo, sendo a vítima socorrida ao hospital. Em todos os casos, quatro homens participaram dos disparos efetuados contra as vítimas.
Investigações
A Polícia Civil apontou que todos os crimes foram motivados por uma briga entre integrantes da facção, sendo identificado que os membros do grupo criminoso se organizaram para executar faccionados que deixaram de cumprir as ordens, principalmente, em relação ao tráfico de drogas.
Segundo a delegada Angelina Andrade, todas as ordens para que as vítimas fossem mortas partiram do líder da organização criminosa em Nova Mutum, que se encontra preso na Penitenciária Central do Estado.
Contra o líder da facção e mandante dos crimes foram cumpridos o mandado de prisão e a busca e apreensão na cela em que ele está detido, sendo apreendido no local, um aparelho celular.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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