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Autor de execução em Primavera do Leste é condenado a 14 anos de prisão em regime fechado

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O autor do homicídio que vitimou Ueslei Ferreira Barbosa, ocorrido há dois anos, em Primavera do Leste, foi condenado a 14 anos de prisão em tribunal do júri realizado na comarca, na semana passada.

Conforme a denúncia do Ministério Público, baseada em inquérito conduzido pela Divisão de Homicídios da Delegacia de Delitos Gerais de Primavera do Leste, a vítima foi atingida por quatro disparos efetuados pelo réu L.H.S.A., de 30 anos. Ueslei foi a óbito em decorrência de hemorragia causada pelos disparos que o atingiram na lateral esquerda do tórax, dorso e no braço esquerdo.

A investigação, conduzida pelo delegado Allan Vitor Sousa da Mata, apurou que na tarde do dia 19 de fevereiro de 2021, o réu e outro investigado estavam em uma via pública do bairro Parque Eldorado, e encontraram com a vítima,que estava em uma motocicleta Honda XRE 300.

Emboscada

O condutor da moto se aproximou de Ueslei e o réu aparentou que estavam em discussão verbal com a vítima. Ueslei estacionou seu veículo, levou a mão no bolso da bermuda para pegar sua carteira, porém, o autor fez os disparos e fugiu em seguida. A vítima foi socorrida para atendimento médico, contudo, não resistiu aos ferimentos.

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A pessoa que conduzia a motocicleta foi a responsável por atrair a vítima até o endereço onde ocorreu o crime. O condutor e o autor dos disparos são irmãos.

As diligências realizadas pela Polícia Civil para esclarecer o crime apontaram que o réu usou a motocicleta pertencente a um parente seu e, após o crime, repassou o veículo a um amigo ocultar uma das provas do homicídio.

Além disso, durante o cumprimento de busca no imóvel do réu, além de apreender entorpecente, os policiais civis encontraram munições do mesmo calibre das que foram recolhidas pela perícia no dia do crime.

Dívida de droga

A investigação concluiu que o homicídio foi motivado por possível dívida de droga, já que os dois envolvidos são traficantes e no imóvel ocupado por eles foram apreendias porções de entorpecentes em contexto de tráfico. “Corroborando o que já tinha sido apurado, pelas imagens analisadas foi possível avaliar que ao ser abordada pelo suspeito e durante uma rápida discussão, a vítima saca sua carteira e a apresenta ao executor, indicando que tentou justificar que, naquele momento, não portava quantia, sendo, imediatamente, executada”, explicou o delegado Allan Vitor.

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Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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