POLÍCIA
Mulher foragida de MS por tráfico de drogas interestadual é presa pela Polícia Civil em Jaciara
POLÍCIA
Uma mulher considerada foragida da Justiça por envolvimento em crime de tráfico de drogas teve o mandado de prisão cumprido, nesta quarta-feira (01.02), em ação conjunta da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Jaciara (144 km ao sul de Cuiabá) e Polícia Rodoviária Federal.
A suspeita, de 27 anos, estava com a ordem de prisão decretada pela Comarca de Campo Grande (MS) pelos crimes de tráfico de drogas interestadual e associação para o tráfico. No momento da abordagem, ela se apresentou com nome falso, sendo também autuada em flagrante pelo crime.
A foragida da Justiça estava em um ônibus da linha Cascavel (PR) a Rio Branco (AC), que foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal em Rondonópolis. Durante a abordagem, ela se apresentou com o nome de “Juliana”, entregando aos policiais rodoviários documento com nome falso.
Devido a grande quantidade de pessoas, os policiais não conseguiram verificar naquele momento que se tratava de documento falso, tendo a suspeita novamente embarcado no ônibus e seguido viagem. Após troca de informações e envio dos documentos para Delegacia de Jaciara, vou verificar que a identidade apresentada pela suspeita era falsa e que ela era considerada foragida da Justiça.
Diante dos fatos, uma equipe de investigadores, acompanhada da delegada Ana Paula Marien Pereira, realizou diligências, conseguindo interceptar o ônibus nas proximidades da Rodoviária de Jaciara. Ao perceber a presença dos policiais no ônibus, a suspeita tentou descartar o aparelho celular no lixo do veículo e ao ser abordada pela equipe da Polícia Civil, novamente a suspeita apresentou o documento falso.
Em checagem no sistema, ficou comprovado que ela era a pessoa com mandado de prisão em aberto. Diante dos fatos, a suspeita foi conduzida à Delegacia de Jaciara, onde além de ter o mandado de prisão cumprido, foi autuada em flagrante por uso de documento falso.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra rede de aliciamento de menores em Comodoro
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a segunda fase da Operação Scutum Innocentia, para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro.
As diligências foram cumpridas por equipes da Delegacia de Comodo na zona rural do município, com o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos que possam comprovar o envolvimento dos investigados nos crimes apurados.
As medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também autorizou a extração integral dos dados dos aparelhos apreendidos.
A investigação teve início em agosto de 2025, após a Polícia Civil tomar conhecimento de que menores de 14 anos estavam sendo vítimas de abuso sexual. A análise de dados de aparelhos celulares revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, com conteúdo de aliciamento, pedidos de fotografias íntimas e convites para encontros de natureza sexual.
Os investigados, todos homens adultos, se aproximavam das vítimas por meio de perfis em redes sociais e mantinham contato frequente, que evoluía para conversas de cunho sexual explícito, pedidos de fotografias íntimas e de áudios, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com mais de uma pessoa.
A apuração identificou o uso de perfis alternativos e de linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após o contato com as vítimas, o que, para a investigação, indica tentativa de dificultar a identificação dos autores e de eliminar provas.
Um dos perfis usados nas conversas teve a titularidade atribuída a pessoas diferentes ao longo das oitivas, e a identificação do seu verdadeiro usuário é um dos objetivos desta fase.
Operação Scutum Innocentia
Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados, que admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com as adolescentes pelas redes sociais.
Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas, e um deles admitiu ter enviado imagem própria com partes do corpo expostas.
O aprofundamento das apurações permitiu identificar novos suspeitos, alvos desta segunda etapa. Até o momento, ao menos 10 pessoas foram identificadas como envolvidas na rede, e as diligências desta fase também buscam identificar outros possíveis participantes.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, sem prejuízo de outros delitos previstos no ECA que venham a ser constatados com a perícia dos aparelhos.
“Eu quero reforçar o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção de crianças e adolescentes e orientar pais e responsáveis a acompanharem o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, evitando a aproximação de criminosos sexuais”, disse o delegado titular de Comodoro Mateus Almeida Oliveira Reiners.
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