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Polícia Civil prende envolvido em execução de comerciante em shopping popular de Rondonópolis

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A Delegacia de Homicídios e Proteção de Rondonópolis cumpriu, nesta quarta-feira (25.01), a prisão de um dos envolvidos no homicídio do comerciante Jadson Ramalho de Oliveira, ocorrido dentro de um centro de comércio popular da cidade, no dia 31 de dezembro.

M.W.R., de 25 anos, foi abordado e preso no bairro Vila Mamed. Ele foi identificado nas investigações da DHPP como o representante de uma facção criminosa que estava coagindo vendedores de cigarros contrabandeados em Rondonópolis. M.W. foi indicado pela facção para mapear os comerciantes, na região central do município, e também fazia as entregas, recolhimento de valores, cobranças e era responsável por levar eventuais conflitos aos seus superiores.

A equipe de investigação da Delegacia de Homicídios apurou também que no dia da morte de Jadson Ramalho, o investigado preso foi ao shopping popular pela manhã para conversar com a vítima. Jadson, que também vendia o produto, não cedeu às imposições da facção, e acabou sendo executado.

Investigação e autor

Jadson estava dentro de sua loja, no interior do shopping, quando um suspeito, utilizando capacete, entrou no local e o atingiu com aproximadamente quatro disparos de arma de fogo. A vítima foi a óbito em seguida.

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A equipe da DHPP imediatamente iniciou as diligências e apurou que o atirador, após os disparos, fugiu em uma motocicleta com outra pessoa que dava apoio à ação criminosa.

Os policiais civis conseguiram identificar o executor do crime, Edresson Fábio Vieira Souza, de 29 anos, que teve a prisão preventiva decretada após representação da autoridade policial. No entanto, ele encontra-se foragido e é procurado pelas forças de segurança.

A Polícia Civil apurou ainda que, além de coagir quem vendia os cigarros contrabandeados, a facção determinou que comerciantes somente poderiam adquirir os produtos do referido grupo e ainda teriam que repartir parte do lucro obtido. De acordo com a investigação, a vítima não estava seguindo à risca as exigências da facção e acabou tendo a morte decretada pelo grupo.

As investigações prosseguem agora para identificação do condutor da motocicleta utilizada na ação criminosa e também de outros membros da facção criminosa que possam ter envolvimento na morte do comerciante.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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