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Conclusão de grandes obras é desafio da Sinfra para os próximos 4 anos

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A conclusão de grandes obras será o grande desafio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) para os próximos anos. A avaliação foi feita pelo secretário Marcelo de Oliveira, nos primeiros dias de trabalho de 2023.

Iniciar as obras do Complexo do Juruena e de asfaltamento da MT-170, antiga BR-174, é um dos principais objetivos da atual gestão. As duas obras, realizadas na Região Noroeste de Mato Grosso, vão mudar a realidade da região e também do Estado.

“Com esse asfalto ligando de Juína a Colniza e a ponte de 1.360 metros sobre o Rio Juruena, nós vamos interligar todo o Norte de Mato Grosso. Vai ser possível sair de Aripuanã e chegar até Guarantã do Norte por via asfaltada, algo que antes parecia inimaginável”, destaca o secretário.

A ponte sobre o Rio Juruena terá 1.360 metros de extensão e será a maior de Mato Grosso. Orçada em R$ 252,8 milhões, a obra será executada pelo Consórcio Juruena e engloba também a pavimentação de 59 quilômetros da MT-208, entre Cotriguaçu e Nova Bandeirantes. Nos próximos dias a Sinfra-MT irá assinar o contrato e as obras devem começar neste ano.

A MT-170 foi estadualizada após pedido do governador Mauro Mendes junto ao Governo Federal. Serão 270 km de asfalto e 23 pontes de concreto no trajeto. Após uma série de reuniões junto ao Tribunal de Contas do Estado para facilitar o andamento das obras, a Sinfra-MT já emitiu ordens de serviço para elaboração e revisão de projetos.

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“Mato Grosso é um Estado dinâmico e o tempo todo surgem novas demandas de asfalto e logística. Por isso a Sinfra-MT tem hoje um trabalho de planejamento, com elaboração de projetos para atender as necessidades”, diz Marcelo.

Outro desafio da atual gestão é fazer as obras do Contorno Norte do Rodoanel de Cuiabá e Várzea Grande. São 21,5 km de asfalto, entre a BR-163/364 em Várzea Grande até a MT-251, a Estrada para Chapada em Cuiabá, em pista duplicada em pavimento rígido. A obra prevê construção de viadutos sobre a MT-010 e a BR-163, uma trincheira sob a Avenida Antártica e uma nova ponte sobre o Rio Cuiabá. O investimento é de R$ 204 milhões.

Modal de Transporte

Uma grande obra para Cuiabá e Várzea Grande, e que vai mudar a logística da Região Metropolitana, será a implantação do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT). Com a ordem de serviço já finalizada, o Consórcio Construtor BRT está finalizando os projetos e retirando estruturas da Avenida da FEB em Várzea Grande. A previsão é que a obra de R$ 468 milhões comece em março em Várzea Grande.

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“Em Cuiabá nós também temos o desafio de finalizar o novo Hospital Universitário e o acesso da Ponte do Parque Atalaia. São grandes obras, lançadas sem planejamento em gestões passadas, e que nós vamos finalmente entregar para a sociedade”, afirma o secretário.

Outra grande obra a ser entregue após longa espera, lembra o secretário, é a ZPE de Cáceres. O Módulo Administrativo está praticamente finalizado e a licitação para o Módulo I, onde as empresas ficarão efetivamente instaladas, já foi realizada.

Concessão de rodovias

O secretário Marcelo de Oliveira fala que outro grande projeto para este ano é a concessão de rodovias. A Sinfra-MT está realizando estudos para oferecer mais de 3 mil quilômetros de estradas estaduais para a iniciativa privada, no que será o maior plano de concessões do país.

“Nós temos mais de 20 mil quilômetros de rodovias sem asfalto em Mato Grosso. Por isso, nós precisamos das concessões. É uma garantia que as estradas estarão em boas condições para o uso e dessa forma o Estado poderá utilizar os seus recursos para levar asfalto para a maior quantidade de cidades”, finaliza o secretário Marcelo.

Fonte: GOV MT

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Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza

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Na principal cerimônia religiosa realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), dia da Padroeira do Brasil, o arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu o desarmamento e atenção à fome e aos pobres.

Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene das 9h. Entre os presentes, estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, da solidão. Não pode ficar indiferente diante das famílias feridas, das crianças também feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Não podemos ficar indiferentes diante das guerras, da destruição da natureza, e de tantos outros males que nos afetam, que afetam a população do Brasil e do mundo”, destacou o arcebispo no sermão da missa.

Em outro trecho da homilia, o arcebispo pediu o desarmamento e a paz.

“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E aqui escutando [o papa] Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos”, acrescentou.

Movimentações políticas sobre a padroeira

Após a cerimônia, em entrevista coletiva, Dom Mário foi perguntado se temia que Nossa Senhora Aparecida perdesse o título de Padroeira do Brasil. A polêmica surgiu no mês passado, após a circulação de informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título de Padroeira com abrangência nacional.

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O candidato do PL, no entanto, negou que tenha intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país.

“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter importância que tem na vida do povo brasileiro. O título de padroeira do Brasil foi dado pelo papa em 1930. E proclamado aqui no Brasil, a capital era o Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1931. Então já é uma longa data desse título de Maria padroeira do Brasil”, disse.

O arcebispo, no entanto, admitiu haver movimentações políticas “favoráveis e contrárias”, mas ele não quis “fazer cenários” sobre o futuro.

“Creio que as movimentações políticas favoráveis ou não existem hoje e existirão no decorrer dos próximos anos. É claro que existem vários questionamentos daquilo que poderá acontecer no próximo ano, dependendo das eleições do segundo turno. Mas eu creio que, no momento, não cabe a nós fazer cenários que nos assustem ou que destituam aquilo que estamos vivenciando hoje com muita alegria”.

Romeiros

O dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, foi marcado pela visita de milhares de pessoas à Brasílica na cidade de Aparecida (SP), no Vale do Ribeira. De acordo com estimativas dos administradores do santuário nacional, cerca de 150 mil pessoas deverão passar pelo local hoje.

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No período da novena de Nossa Senhora Aparecida, iniciada há dez dias e encerrada ontem (11), cerca de 500 mil pessoas estiveram no santuário.

A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica. Mesmo durante a celebração, os devotos faziam uma grande fila para passar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, alocada sobre uma passarela.

O romeiro Anderson Roberto Mendes da Costa, de 47 anos, veio a pé, da zona Leste da capital paulista. Caminhou por 172 quilômetros e teve de enfrentar muitas dificuldades para chegar ao santuário.

“Foram cinco dias caminhando. Foi bem penoso. No caminho, a gente pegou chuva de vento, granizo. No terceiro dia, deu muito sol. Foi bem penoso também, o pessoal teve insolação. Teve o pessoal que pegou infecção intestinal, mas graças ao bom Senhor, a gente conseguiu chegar. Mesmo com as dores, mesmo com as tormentas, chegamos todos bem, realizados com as bênçãos que foram conseguidas”, disse.

Rosemeire Alves Araújo Vieira, de 59 anos, veio de Minas Gerais em uma excursão e disse que pedia a Nossa Senhora uma benção especial ao Brasil, no atual momento de eleição.

“Vim agradecer e pedir benção para o nosso país, para o momento em que nós estamos vivendo, com essas eleições. Vim de Belo Horizonte e estar aqui é uma emoção muito grande”, ressaltou.



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