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Empaer propicia alternativa de renda a casal produtor de leite

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Com uma produção diária de 80 litros de leite e renda mensal entre R$ 8 mil R$ 10 mil, Edineia Santos Costa Carvalho e Hilho Hungria de Carvalho sustentam os dois filhos, mantêm o Sitio Paraíso, de 22 hectares, e ainda investem em melhorias na propriedade.

Localizada no município de Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá), o casal vem recebendo assistência técnica da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) e recentemente começou a produzir mel.

Eles e outros produtores da cidade foram inseridos no Programa MT Produtivo, de incentivo à ampliação da apicultura estadual, e contemplados com caixas de abelha doadas pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf).

Edineia conta que ver o primeiro favo de mel lhe despertou um encantamento e respeito às abelhas. “Foi lindo demais. Eu e meu marido não conseguíamos controlar a emoção ao ver aquele mel tão puro e saudável”, lembra.

Segundo a produtora, enquanto o marido optou pela abelha Europeia, ela escolheu a abelha sem ferrão, a Jataí. “Na primeira coleta da Europeia, foram 18 litros de mel que usamos para subsistência, doamos a familiares e vendemos o excedente. Observamos que, se continuarmos com essa produção, logo vamos ter um dinheiro extra, já que o mel tem um ótimo valor de mercado”, destaca.

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Foto: Empaer

Ela continua. “O mel da Jataí é claro, fino e mais valorizado, mas tenho dó de tirar. Prefiro ficar encantada com o trabalho das abelhinhas. Fui orientada pela técnica da Empaer que, se não tirar os favos, corro risco das abelhas irem embora. Estou trabalhando este conflito e pretendo resolver o quanto antes”, conta, rindo, a produtora.

Para a técnica da Empaer, Loana Longo, o casal é exemplo de persistência, muito trabalho e por seguir à risca as orientações. Ela lembra que, com a seca e sem ter opções para alimentar o gado, chegaram a perder a criação, mas superaram a perda com a instalação do sistema de irrigação e na plantação de um hectare e meio de capiaçu.

“Foi como renascer das cinzas. Conseguiram superar as perdas e, com pouco investimento, reverter o problema em solução. Hoje, é bonito ver as vacas produzindo e procriando”.

Na apicultura, Loana conta que está acompanhando de perto e orientando.  “Na primeira conversa sobre iniciar a produção de mel, o Hilho despertou interesse. No início, ele foi contemplado com seis caixas cedidas pela Seaf, sendo que duas delas pegaram enxame com facilidade e logo em seguida as outras. Ver o seu encantamento com o primeiro enxame aberto foi lindo. A emoção foi tanta que ele não queria mais abrir as caixas só para observar os favos aos poucos”.

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A técnica destaca que, para manter a produção de mel, é importante o manejo correto das colmeias e observar, principalmente no período da seca, de baixa floração. “O enxame enfraquece e a incidência de inimigos naturais pode ocasionar o abandono do apiário. Não é preciso abrir a colmeia, basta verificar e manter o apiário sempre limpo e livre de qualquer tipo de ameaça”, completa.  

Foto: Empaer

Fonte: GOV MT

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

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A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? ”, questionou.

Prevenção e tratamento –Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

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“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição  da CST:

Presidente:Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator:Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária:Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.



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