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Justiça Comunitária realiza “Natal em Casa” com entrega de cestas básicas e calçados

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Com o espírito de solidariedade e olhar ao próximo que move o projeto Justiça Comunitária, do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi realizada na manhã desta sexta-feira (16 de dezembro) a campanha “Natal em Casa”. Cerca de 600 cestas básicas e pares de calçados foram entregues a terceirizados(as) e colaboradores(as) do Tribunal de Justiça e fóruns de Cuiabá e Várzea Grande.
 
Funcionária terceirizada há três anos no setor de serviços gerais, Demarci Gonçalves Santana saiu toda feliz com a cesta básica e um par de sandálias. Ela conta como foi importante receber as doações.
 
“Essa cesta básica veio em boa hora, eu estava precisando muito. Vou dividir com meu filho, que está desempregado. Se tivesse que comprar eu nem compraria porque está muito cara. Ainda ganhei uma sandália e vou poder usar no Natal. Estou muito feliz. Que deus abençoe o trabalho de todos.”
 
Jessika Mota é mensageira no Tribunal de Justiça. Grávida, com o parto previsto para os próximos dias, a cesta básica recebida dará um reforço em casa e uma ajuda no orçamento. “É uma ajuda muito boa, principalmente no fim de ano. A cesta básica está muito cara e vai aliviar o nosso bolso”, disse.
 
Alberto Catule trabalha há três anos como motorista no tribunal e agradeceu essa iniciativa. “Toda ajuda é sempre bem-vinda. Essa é uma grande ação para gente porque tem muitos precisando. Sempre ajudamos a Justiça Comunitária no transporte das cestas para as comunidades de fora e receber essa doação foi muito bom”, falou.
 
O juiz José Antonio Bezerra Filho explicou que esta é a segunda ação realizada em 2022 para o público interno em situação de vulnerabilidade que trabalham nas sedes do TJ e fóruns. Muitos auxiliam na logística das ações da Justiça Comunitária e já foram atendidos pelos agentes de Justiça e Cidadania.
 
“Eles nos ajudam o ano inteiro e essa é uma forma de agradecimento pelo serviço que prestam. Nesses anos, a Justiça Comunitária, além das ações sociais, olhou para o público externo levando ações como o Ribeirinho Cidadão e expedição Araguaia-Xingu. Nada mais justo do que olhar para aqueles que estão conosco diariamente e que vivem em situação de vulnerabilidade. Essa é a essência da Justiça Comunitária. Esta é uma singela homenagem, mas com grande significado”, afirmou o magistrado.
 
A parceria com órgãos e empresas auxilia na missão de ajudar quem mais precisa. Nesta ação, as cestas básicas foram doadas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e os calçados, pela Studio Z.
 
“São amigos de longa data que abraçaram a causa numa parceria sólida, pois não fazemos nada sozinhos. Com o olhar solidário, juntamente com esses dois grandes parceiros, conseguimos levar mais dignidade a essas pessoas e fazer diferença na vida delas. Isso mostra credibilidade, seriedade e probidade”, comentou José Antonio Bezerra Filho.
 
A Justiça Comunitária realizou a mesma ação para terceirizados e colaboradores do Fórum de Cuiabá, na tarde de quinta-feira (15/12). Nesta tarde os donativos serão entregues no Fórum de Várzea Grande e para reeducandas que estão desenvolvendo trabalho de digitalização na Coordenadoria de Recursos Humanos do TJ.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: cestas básicas e sapatos doados pelos parceiros.
Segunda imagem: colaboradora do Tribunal de Justiça beneficiada com cesta básica concede entrevista.
Terceira imagem: juiz José Antonio Bezerra entrega cesta básica para a funcionária Demarci Gonçalves Santana.
 
 
Dani Cunha/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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