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MP adere a princípios de direitos humanos, trabalho e meio ambiente

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O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira assinou documento nesta quarta-feira (14) formalizando a adesão do Ministério Público de Mato Grosso ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) de adoção de princípios nas áreas dos Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção no dia a dia de suas atividades. A adesão foi intermediada pelo Sebrae-MT, que faz as articulações em Mato Grosso para a inclusão de novas instituições.

A assinatura do documento ocorreu no gabinete do procurador-geral de Justiça, com a presença do superintendente do Sebrae-MT, José Guilherme Barbosa Ribeiro e de Nager Castilho Amui, que dirige o Centro Sebrae de Sustentabilidade, e do secretário-geral do MPMT, promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira, que representou a Procuradoria-Geral de Justiça nas tratativas que culminaram na adesão do Ministério Público Estadual ao Pacto Global.

“Tenho o prazer de confirmar que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por intermédio da Procuradoria-Geral de Justiça, apoia os dez princípios do Pacto Global sobre direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Com esta comunicação, expressamos nossa intenção de implementar esses princípios. Estamos empenhados em tornar o Pacto Global e seus princípios parte da estratégia, da cultura e das operações cotidianas de nossa organização e em nos engajar em projetos de colaboração que promovam o avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, se compromete o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira no documento, que é endereçado ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

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Na área de Direitos Humanos, o Pacto Global estabelece os seguintes princípios a serem observados nas atividades cotidianas pelas instituições e empresas que fazem a adesão: devem apoiar e respeitar a proteção de direitos humanos reconhecidos internacionalmente e assegurar-se de sua não participação em violações desses direitos; na área do Trabalho, devem apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva, a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório, a abolição efetiva do trabalho infantil e eliminar a discriminação no emprego; na área do Meio Ambiente, se comprometem a apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais, desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental e incentivar o desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis; e, por fim, na atuação Anticorrupção, devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.

“Nós vemos o Ministério Público como um aliado muito forte na propagação da adesão ao Pacto Global, já que os princípios estabelecidos pela ONU são os mesmos valores que a instituição prega e pratica na sua atuação”, afirmou o superintendente do Sebrae-MT, José Guilherme Barbosa Ribeiro.

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O secretário-geral do MPMT, Milton Mattos da Silveira, relatou que, ao ser procurado pelo Sebrae para discutir a adesão ao Pacto Global, levou a proposta ao procurador-geral José Antônio Borges Pereira que, imediatamente determinou que fossem tomadas as providências para a formalização da adesão pelo MPMT. “Em janeiro já faremos uma primeira reunião com a equipe do Sebrae para dar andamento ao processo de incorporação formal e sistemática desses princípios nas atividades cotidianas do Ministério Público”, adiantou.

No Brasil, há 21.406 instituições e empresas signatárias do Pacto Global, enquanto em Mato Grosso os signatários, incluindo agora o Ministério Público Estadual, não passam de 18.

Fonte: MP MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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