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França vence Marrocos, vai à final e Copa terá uma nova seleção tricampeã mundial
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A Copa do Mundo conhecerá no domingo uma nova seleção tricampeã.
A França, que experimentou a taça pela primeira vez quando jogou em casa, em 1998, e repetiu a dose, quatro anos atrás, na Rússia, conquistou seu lugar na decisão do Qatar-2022 ao encerrar o conto de fadas vivido por Marrocos.
Na decisão, os Bleus terão pela frente um outro tempo bicampeão mundial, a Argentina, que também faturou o troféu inédito como comandante, em 1978, antes de voltar a levantá-lo no México-1986.
Com a vitória sobre os marroquinos, selada graças a um gol marcado logo no início da partida pelo lateral esquerdo Theo Hernández e outro feito já na segunda etapa por Randal Kolo Muani, os franceses estavam ainda vivo o sonho de serem a terceira equipe na história das Copas a emendar dois títulos.
O feito que os comandados de Didier Deschamps tentarão obter no fim de semana só foi atingido pela Itália do técnico Vittorio Pozzo, em 1934 e 1938, e pelo Brasil do craque Pelé, em 1958 e 1962.
Marrocos, a primeira seleção africana da história a se posicionar entre as quatro melhores de um Mundial, ainda pode melhorar um pouco mais essa campanha inesquecível, já que enfrenta a Croácia, no sábado, na disputa pelo terceiro lugar.
Momento-chave

A defesa de Marrocos praticamente não cometeu erros nos seus cinco primeiros jogos na Copa. Mas, logo aos 5 minutos da etapa inicial da semifinal, errou no tempo de bola e permitiu que Antoine Griezmann recebesse livre pelo lado direito. O camisa 7 rolou para o meio da área, Kylian Mbappé tentou a finalização e, após um bate-rebate, a bola sobrou para Theo Hernández se tornar o primeiro adversário de Marrocos no Mundial a conseguir vazar a seleção africana.
Número
Defesa espetacular de Lloris!
Quase no final do primeiro tempo, El Yamiq deu uma linda bicicleta que tinha endereço, mas foi salva pelo goleiro francês! #FRA #MAR
— Copa do Mundo FIFA 🏆 (@fifaworldcup_pt) December 14, 2022
Capitão da França, Hugo Lloris disputou hoje sua 19ª partida de Copa e igualou o recorde do alemão Manuel Neuer como goleiro que mais foi a campo na competição. E o Camisa 1 apresentou seus companheiros com uma defesa sensacional, em uma bicicleta de Jawad El Yamiq, no finalzinho da etapa inicial.
craque do jogo

Antoine Griezmann é o cara que faz a França jogar nesta Copa. Escalado um pouco mais recuado do que na maior parte da carreira, o camisa 7 carimba as jogadas ofensivas dos Bleus e repete o grande desempenho que teve na campanha na Rússia-2018. Na semifinal de hoje, foi dele o BUDWEISER PLAYER OF THE MATCH.
Fonte: Agência Esporte
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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