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Argentina derrotou a Croácia e volta à final da Copa do Mundo após oito anos

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A Argentina é a primeira finalista da Copa do Mundo FIFA Qatar 2022. Nesta terça-feira (13), a Albiceleste derrotou a Croácia por 3 a 0 no Estádio Lusail, em Doha, e conquistou sua vaga na decisão do Mundial. Os gols da partida foram marcados por Lionel Messi e Julián Álvarez (2).

Após vencer o Brasil em um jogo épico, a Croácia tentou repetir a fórmula do sucesso diante da Argentina. Aproveitando a qualidade de seus homens de meio, os europeus apostaram na cadência e no controle da posse de bola.

A estratégia até funcionou nos minutos iniciais, mas foi desbloqueada pela mente criativa de Enzo Fernández. Com um belo passe em profundidade, o meia enfrentou Julian Álvarez, que tocou na saída de Livakovic. O atacante não conseguiu balançar a rede, mas foi derrubado pelo goleiro. Pênalti, que Messi venceu e converteu.

O gol fez de Lionel Messi o argentino com mais gols na história da Copa do Mundo (11), deixando para trás Gabriel Batistuta (10).

O gol deixou a Croácia desnorteada e a torcida sul-americana em festa em Doha. Apenas cinco minutos depois, Julián Álvarez arrumou a bola, contornou com erros da defesa adversária e ampliou a vantagem.

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No segundo tempo, a Croácia tentou equilibrar mais o confronto para voltar ao jogo. Mas bastou um lance genial de Messi para sacramentar a vitória. Aos 24 minutos, o craque recebeu pela direita e dançou diante de Gvadiol. O zagueiro se perdeu nos dribles de Messi, que tocou para trás e encontrou Álvarez sozinho para fazer mais um.

Com o 3 a 0, a Argentina se classificou para a final, onde espera pelo vencedor do confronto entre França e Marrocos, nesta quarta-feira (14). O perdedor da outra semifinal disputará o jogo pelo terceiro lugar contra a Croácia.

Esta será a primeira decisão da Copa do Mundo dos argentinos desde 2014, quando eles perderam para a Alemanha. A Alviceleste também esteve em decisões em 1930, 1978, 1986, 1990. A Argentina não conquista a Copa do Mundo FIFA desde 1986.

Momento-chave

O jogo estava bem equilibrado no Estádio Lusail, mas era necessário um toque de brilho da Argentina para tudo mudar. Enzo Fernández achou o passe que o técnico Lionel Scaloni tanto queria. Julian Álvarez entrou sozinho e sofreu pênalti. Na cobrança, Lionel Messi abriu o placar e encaminhou a vitória da Argentina.

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Número

Lionel Messi é o maior artilheiro da Argentina na história das Copas do Mundo. Diante da Croácia, ele marcou seu quinto gol na Copa do Qatar e seu tento de número 11 em todas as cinco edições das quais participou. Ele anotou gols em todas as fases desta Copa do Mundo, repetindo um feito que não acontecia desde a Copa de 2010, com Wesley Sneidjer.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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