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É golpe: criminosos se passam por advogados e solicitam dinheiro de clientes para agilizar processos

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Advogados e clientes vêm sendo vítimas de golpistas em Mato Grosso e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) esclarece que as práticas criminosas devem ser denunciadas às autoridades. Os golpes costumam ser aplicados por bandidos que se passam por advogados conhecidos e pedem valores que serviriam para “agilizar” o andamento de ações na Justiça.
 
Um dos prejudicados com a situação é o advogado Igor Giraldi Faria, de Rondonópolis. Ele conta que ao menos 20 clientes foram abordados pelos bandidos que utilizam um número de WhatsApp com foto e até logo de advogados e escritórios.
 
“Infelizmente, dois clientes caíram no golpe e fizeram a transferência de valores. Para os demais conseguimos esclarecer a tempo. É pelo menos uma semana de trabalho interrompida para desmentir golpistas e há relatos de golpes que vem ocorrendo em outros estados também”, contou Igor Giraldi Faria.
 
A abordagem dos bandidos ocorre em duas etapas. Na primeira, uma pessoa procura a vítima afirmando trabalhar com o advogado que já a representa em uma ação judicial e diz que será necessário que o cliente pague um valor, em torno de R$ 1,5 mil, para que o processo seja solucionado mais rápido.
 
Segundo os golpistas, o valor deve ser pago a um suposto cartório. Na segunda etapa do golpe, o atendente encaminha à vítima o contato que seria do advogado e afirma que ele mudou de número. Esse outro golpista se passa pelo advogado e confirma as informações, levando a vítima a acreditar se tratar de um procedimento idôneo.
 
O advogado de Rondonópolis conta que outros colegas também vêm sofrendo com a atividade dos criminosos. Ele postou nas redes sociais do escritório um alerta sobre a situação avisando que se tratava de golpe, além disso está orientado clientes que foram vítimas denunciarem.
 
Para evitar o prejuízo, é necessário que, ao serem abordados por supostos profissionais do Direito, as pessoas procurem confirmar com os advogados por meio do telefone oficial antes de realizar qualquer pagamento. As vantagens ilícitas são obtidas sob a alegação de que os valores seriam necessários para liberação de ações judiciais envolvendo Precatórios, Requisições de Pequeno Valor (PRV) e aposentadorias, por exemplo.
 
O TJMT explica que a prática é criminosa e orienta aqueles que receberam mensagens suspeitas a procurarem profissionais do Direito para verificar a procedência do conteúdo antes de realizar qualquer transferência.
 
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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