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Expedição Araguaia recebe prêmio como projeto de alcance social pela Escola Nacional de Magistrados

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O juiz-coordenador estadual da Justiça Comunitária, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Bezerra Filho, considerou uma honra receber o Prêmio Enfam Social – Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados na Categoria Alcance Social pela realização da Expedição Araguaia-Xingu.
 
Esse reconhecimento da Enfam, na visão do magistrado, mostra que o Judiciário mato-grossense está no caminho certo, percorrendo uma trajetória que leva dignidade, fraternidade e alento à população dessa região que enfrenta, além da distância da Capital, dificuldades de acesso às políticas públicas.
 
A Expedição Araguaia-Xingu concluiu, em 20 de novembro, a 4ª edição do projeto quando percorreu, durante 17 dias, os municípios de São José do Xingu, Luciara, Santa Cruz do Xingu, São Félix do Araguaia, Cocalinho e nove aldeias indígenas da região. A comitiva, composta por 110 pessoas, entre parceiros, voluntários e servidores, trilhou 3.200 Km para oferecer, através de serviços jurídicos, sociais e de saúde, esperança e cidadania a moradores dessas localidades.
 
“Rompemos paradigmas quando tivemos a oportunidade de atuar em aldeias indígenas, que são áreas de competência federal, para atender necessidades gritantes desses povos originários”, sublinhou o juiz-coordenador, destacando que o sucesso da expedição está na junção de esforços estabelecidos entre o Judiciário e os Poderes Legislativo e Executivo e demais parceiros. “O importante é fazer a diferença na vida de tantas pessoas e mostrar um Judiciário próximo, com a responsabilidade social que temos”, frisou o magistrado.
 
O juiz assegurou que o trabalho desenvolvido pela Expedição Araguaia-Xingu vai ao encontro da resolução 460/2022, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que prevê a implementação e aperfeiçoamento da Justiça Itinerante. “Já estamos fazendo esse serviço há vários anos, e o Ribeirinho Cidadão nos inspirou a ir mais longe” pontuou, acrescentando que o apoio da Presidência do Tribunal de Justiça tem sido fundamental para o êxito dos projetos.
 
Honraria – A premiação recebida pelo coordenador da Justiça Comunitária, nesta semana em Brasília (DF), faz parte das ações desenvolvidas pela disciplina Gestão de Projetos com Impacto Social Relevante (GPR), do Programa de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Direito da Enfam, do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), e tem como objetivo reconhecer e incentivar iniciativas existentes no Judiciário.
 
Além de Alcance Social, a premiação é dividida em mais duas categorias: Cidadania e Abrangência Nacional. E a solenidade de entrega foi durante o II Simpósio de Práticas com Impacto Social Relevante no Judiciário, organizado pelo professor Marcus Vinicius Pereira Júnior, juiz de Direito, doutor em Ciências Sociais e docente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
 
A indicação da Expedição Araguaia-Xingu para concorrer ao prêmio foi feita pela juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio, da 1ª Vara da Comarca de São José do Rio Claro e do Núcleo de Justiça Digital dos Juizados Especiais da Comarca de Cuiabá. A magistrada, após a entrega do prêmio, debateu o alcance social da expedição, juntamente com os juízes Liliana Patrícia Amaral de Carvalho Mateus, de Angola, e Robert Kirchhoff Berguerand de Melo, colegas da turma do Mestrado em Direito da Enfam
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem: Foto colorida em formato retangular: juiz José Antônio Bezerra ao lado da juíza Cristhiane Baggio, de blazer preto, e da magistrada Liliana Mateus, de Angola.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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