MATO GROSSO
Inpe aponta queda de 13,8% do desmatamento em Mato Grosso no último ano
MATO GROSSO
A área desmatada em Mato Grosso em 2022 teve redução de 13,8% em comparação com o ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no relatório anual do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) considerado preciso para medir as taxas anuais, e representa a medição oficial do país.
O período apurado vai de agosto de 2021 a julho de 2022, completando 12 meses. A comparação é feita com o mesmo período do ano anterior. Para Mato Grosso, o resultado positivo aponta que a política de tolerância zero com o desmate ilegal, e os investimentos do governo estadual na fiscalização, eficiência do licenciamento ambiental, e monitoramento por satélite, têm surtido efeito.
“Neste ano, foram mais de R$ 60 milhões investidos em ações de combate e controle, mas também em estratégias de prevenção ao desmatamento, como o desaparelhamento de infratores com a apreensão de maquinários, e operações com foco em identificar e frear o desmatamento ainda no início”, explica o secretário Executivo da Sema, Alex Marega.
No período de 2021/2022 foi identificado o corte de 11,5 mil km², enquanto a área identificada em 2020/2021 foi de 13 mil km². Nos últimos 20 anos, a redução foi de 85% na área desmatada no Estado. Atualmente, Mato Grosso mantém 62% de seu território inteiramente preservado, mesmo sendo o principal produtor de commodities do país.
A eficiência no licenciamento ambiental também contribui com o aumento da legalidade no campo. No primeiro trimestre deste ano, a abertura legal de áreas chegou a 38% do desmate registrado no estado. Este índice era de cerca de 5% em 2018.
O desmate legal ocorre dentro do que prevê o Código Florestal, que é a legislação ambiental mais restritiva do Mundo. No bioma Amazônia, uma propriedade particular deve preservar 80% da floresta em pé, e pode suprimir a vegetação de 20% da área após o processo legal de autorização do órgão ambiental estadual.
Recebimento de pagamento por resultados
Mato Grosso recebe recursos internacionais como pagamento por resultado na redução da emissão de gases do efeito estufa e valorização da floresta, por meio do Programa REM MT (Programa Programa REDD+ For Early Movers).
A plataforma de Monitoramento por Imagens de Satélites, que detecta de forma rápida toda a mudança de vegetação no território estadual, foi financiada pelo Programa, assim como a retirada de maquinários de infratores e a aquisições de insumos que apoiam a ação estadual no enfrentamento ao desmate ilegal e incêndios.
Acesse a Nota Técnica do Inpe/Prodes AQUI.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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