POLÍCIA
Descumprimento de medida protetiva e ameaças contra vítima resultam em prisão em Rosário Oeste
POLÍCIA
Depois de descumprir reiteradas vezes as determinações de se manter afastado da ex-mulher e não ter contato com ela ou pessoas próximas, um homem de 38 anos teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, em Rosário Oeste. A vítima procurou a Delegacia da Polícia Civil no município no início deste mês, e relatou que o ex-companheiro continuava rodando sua casa, enviando mensagens com ameaças e tentando manter controle sobre sua vida.
A vítima relatou que mesmo com uma medida protetiva que ela tinha em desfavor do suspeito, e determinada pelo Judiciário, o ex-marido continuava lhe perturbando com mensagens pelo aplicativo. Segundo ela, ele não aceitava o rompimento da relação, que terminou há três anos.
Conforme o relato, o suspeito ficava passando na rua da residência da vítima constantemente, e permanecia vigiando sua casa. Além disso, a equipe da Polícia Civil apurou que o suspeito também enviou mensagens a pessoas próximas à vítima, com ofensas contra a ex-mulher.
Diante do descumprimento da medida protetiva, o delegado Antenor Pimentel representou ao juízo da Vara Única de Rosário Oeste pela prisão preventiva do suspeito, que foi cumprida na semana passada.
“As informações apuradas apontam para atos cometidos pelo suspeito, de violência de gênero, submissão e tentativa de controle sobre vida da vítima, não aceitando o fim do relacionamento”, explicou o delegado.
Em ocasião anterior, o suspeito foi preso por violência doméstica contra a vítima e, na época, ameaçou a ex-mulher de morte caso se envolvesse com outra pessoa.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia Civil cumpre 26 ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido com tráfico e lavagem de capitais
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8.10), a Operação Fio para cumprimento de 26 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e 12 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, expedidas pela Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo da Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Os mandados são cumpridos simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso, e Litoral Sul de São Paulo. A operação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos, Delegacia de Mirassol d’Oeste e Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).
Investigações
As ordens judiciais são decorrentes de investigação conduzida pela Polícia Civil que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes e com a movimentação de recursos relacionados às atividades criminosas.
No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam a participação de diferentes investigados na atividade criminosa, além de indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos envolvidos e possível utilização de pessoas físicas e jurídicas para circulação e ocultação de valores.
Entre os alvos está um investigado que teria deixado a região de Cuiabá após sofrer uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande. Na ocasião, homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos em sua direção, porém ele não foi atingido. Posteriormente, o investigado teria se deslocado para outra localidade.
As circunstâncias do atentado e eventual relação do episódio com a atividade do tráfico e outras situações apuradas dentro na Operação Fio permanecem sob investigação.
Descapitalização financeira
As 12 medidas de bloqueios de bens possuem limites definidos conforme a situação de cada alvo. Para alguns investigados, foi autorizado o bloqueio integral dos ativos financeiros eventualmente localizados, enquanto, para outros, foram estabelecidos limites individualizados, com valores aproximados de R$ 300 mil, podendo alcançar R$ 1,4 milhão no maior limite individual fixado.
As medidas cautelares buscam interromper a atuação criminosa investigada, preservar elementos de prova e evitar a eventual dissipação de ativos que possam estar relacionados aos delitos apurados.
As investigações prosseguem, especialmente com a análise dos novos elementos que forem arrecadados durante o cumprimento das medidas judiciais, visando ao aprofundamento das apurações e à conclusão da investigação.
A ação reforça a atuação permanente da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas e ao tráfico de drogas, assim como a importância da participação da sociedade no fornecimento de informações que possam contribuir para a identificação e responsabilização de pessoas envolvidas em atividades criminosas.
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