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Semana da Conciliação: oficina de parentalidade aborda papel de adultos na vida de crianças

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Parentalidade é um conceito que trata do papel de adultos de referência na vida de crianças. O tema foi levado para uma oficina onde participaram partes de processos envolvendo Vara da Família durante parte da programação da Semana Nacional da Conciliação no Judiciário de Mato Grosso. A iniciativa do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Virtual Estadual coordenado pela juíza Helícia Vitti Lourenço.
 
A oficina de parentalidade que ocorreu nesta sexta-feira (11) foi um dos momentos mais emocionantes, de acordo com a gestora do Cejusc Virtual Estadual, Danielle Garcia. Ela explica que ao longo da semana foram ocorrendo as conciliações e foram convidadas 168 pessoas para participarem da atividade.
 
A explicação para a comoção que envolveu os participantes se deve ao fato do foco ser a criança. Em um processo de divórcio, por exemplo, os adultos estão cheios de sentimentos em relação à separação, divisão de bens, guarda dos filhos e muitas vezes acabam não conseguindo refletir no impacto que isso têm na vida das crianças.
 
Durante a oficina foi apresentado pela facilitadora Beatriz Scaff, servidora do Judiciário e voluntária no evento, como são atitudes que levam à alienação parental. O tema é polêmico e foi preciso o uso de diversos instrumentos didáticos como vídeos, textos e exemplos para que os participantes pudesse olhar para si mesmos nas situações que estão passando.
 
“O resultado foi fascinante. Todos que chegaram, estavam tímidos no começo e não entendiam bem a proposta ainda. Mas ao final aqueles que quiseram falar sobre o que refletiram, contaram que puderam perceber melhor suas atitudes e alguéns conseguiram reconhecer posturas de alienação com as crianças. Mudou a vida de quem participou, isso foi o que mais ouvimos”, conta a gestor da do Cejusc Virtual.
 
O encontro foi por meio de videoconferência e encerrou a programação da Semana da Conciliação. O objetivo da Oficina de pais é que eles possam se responsabilizar pela sua vida e pela vida de seus filhos, mostrando-lhes o impacto de suas condutas no desenvolvimento de seus filhos e a possibilidade do exercício de uma parentalidade mais saudável e colaborativa.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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