POLÍCIA
Autor de feminicídio praticado em Confresa tem prisão cumprida no estado do Pará
POLÍCIA
O autor de um feminicídio praticado há 11 anos em Confresa (1.160 km a nordeste de Cuiabá) foi preso no estado do Pará, na quarta-feira (09.11), após investigação da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Confresa.
A prisão faz parte da Operação “Amón”, deflagrada para cumprimentos de mandados judiciais expedidos contra autores de crimes, e contou com apoio da Superintendência Regional da 13º RISP, da Polícia Civil do Pará.
O foragido de 42 anos estava com a prisão preventiva decretada pela 3ª Vara da Comarca de Porto Alegre do Norte pelo por homicídio qualificado. Ele foi localizado no município de Redenção, no Pará.
Ele era procurado pelo feminicídio cometido no dia 11 de setembro de 2011, em Confresa. A vítima, Elisvania Lucindo Ferreira, foi morta com um disparo de arma de fogo. O homem não aceitava o fim do relacionamento com a ex-esposa.
Durante diligências, os policiais civis identificaram o seu paradeiro, e em ação conjunta do NI da Delegacia Regional de Confresa e do Núcleo de Apoio à Investigação da Delegacia de Redenção, foi realizada a prisão em cumprimento ao mandado judicial.
O nome da operação é de origem grega e quer dizer oculto ou escondido.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra rede de aliciamento de menores em Comodoro
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a segunda fase da Operação Scutum Innocentia, para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro.
As diligências foram cumpridas por equipes da Delegacia de Comodo na zona rural do município, com o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos que possam comprovar o envolvimento dos investigados nos crimes apurados.
As medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também autorizou a extração integral dos dados dos aparelhos apreendidos.
A investigação teve início em agosto de 2025, após a Polícia Civil tomar conhecimento de que menores de 14 anos estavam sendo vítimas de abuso sexual. A análise de dados de aparelhos celulares revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, com conteúdo de aliciamento, pedidos de fotografias íntimas e convites para encontros de natureza sexual.
Os investigados, todos homens adultos, se aproximavam das vítimas por meio de perfis em redes sociais e mantinham contato frequente, que evoluía para conversas de cunho sexual explícito, pedidos de fotografias íntimas e de áudios, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com mais de uma pessoa.
A apuração identificou o uso de perfis alternativos e de linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após o contato com as vítimas, o que, para a investigação, indica tentativa de dificultar a identificação dos autores e de eliminar provas.
Um dos perfis usados nas conversas teve a titularidade atribuída a pessoas diferentes ao longo das oitivas, e a identificação do seu verdadeiro usuário é um dos objetivos desta fase.
Operação Scutum Innocentia
Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados, que admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com as adolescentes pelas redes sociais.
Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas, e um deles admitiu ter enviado imagem própria com partes do corpo expostas.
O aprofundamento das apurações permitiu identificar novos suspeitos, alvos desta segunda etapa. Até o momento, ao menos 10 pessoas foram identificadas como envolvidas na rede, e as diligências desta fase também buscam identificar outros possíveis participantes.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, sem prejuízo de outros delitos previstos no ECA que venham a ser constatados com a perícia dos aparelhos.
“Eu quero reforçar o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção de crianças e adolescentes e orientar pais e responsáveis a acompanharem o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, evitando a aproximação de criminosos sexuais”, disse o delegado titular de Comodoro Mateus Almeida Oliveira Reiners.
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