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Corregedoria lança dois manuais com intuito de padronizar ações

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Pensando em facilitar, uniformizar e estabelecer um padrão à Corregedoria-Geral da Justiça do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) lança dois novos manuais: a criação do “Manual de Rotina do Juizado Especial Cível”, uma ação do Projeto Juizado de Excelência e a atualização do “Manual do Usuário – Juiz Leigo”.
 
O Manual de Rotina do Juizado Especial Cível foi criado para padronizar todos os procedimentos dos Juizados Especiais Cíveis do Estado. Ele foi escrito pelos servidores da Secretaria Unificada dos Juizados Especiais, composto pelos Juizados Especiais Cíveis do Jardim Glória e Cristo Rei (Comarca de Várzea Grande), Juizados Especiais Cíveis sediados no Complexo Maruanã (1º, 2º, 4º e 6º Juizados Especiais Cíveis da Comarca de Cuiabá), sob a coordenação da juíza, Viviane Brito Rebello e o apoio do Daje. Em suas 139 páginas você encontra informações sobre qual a melhor maneira e a mais célere para que o processo ande independente do juizado, contendo todas as fases do processo. Entre elas distribuição, criação e classificação da demanda, como redistribuir a ação, Pauta Concentrada, minuta de acordo até a audiência de conciliação em execução de título extrajudicial. O manual foi aprovado pelo Provimento Nº 37 do TJMT/CGJ, de 1º de novembro de 2022.
 
“Neste documento trazemos todos os procedimentos que devem ser feitos pelo Juizado Especial Cível, com intuito de padronizar as atividades. Com a uniformização você consegue que as partes, como os advogados, saibam como o processo vai andar independente do juizado, o que traz segurança. Entendemos que esse manual traz hoje qual é o melhor caminho do processo para que ele seja mais célere e eficaz. Outro ponto considerado, é que com o manual será mais fácil treinar os servidores ou estagiários que estão vindo de outras atividades ou entrando no Judiciário. O que trará mais agilidade”, explica a juíza idealizadora do projeto, Viviane Brito Rebello, responsável pelo Juizado Especial Cível do Bairro Jardim Glória na Comarca de Várzea Grande.
 
Já o manual do juiz leigo traz, em suas 96 páginas, informações úteis para a execução do trabalho diário do juiz leigo, desde os programas, sistemas utilizados pela Justiça Estadual, como PJe, telefones e e-mails úteis, até as normas que regem suas atividades. Ele foi aprovado pelo Provimento Nº 36 do TJMT/CGJ, também de 1º de novembro de 2022.
 
“Observamos à necessidade de atualizar o manual já que tivemos novas normativas e mudanças em alguns conteúdos. Neste documento que foi pensado para facilitar a vida, principalmente dos novos juízes leigos, será possível conhecer os sistemas utilizados, canais de comunicação, como telefones úteis e informações importantes aos profissionais”, detalha a diretora do Daje, Karine Márcia Lozich Dias.
 
Ambos os manuais estão disponíveis para consulta no site da Corregedoria.
 
 
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Horizontal e colorida. Capa do Manual Juiz Leigo, nele aparece à estátua da Justiça Cega, ela segura uma balança.
 
Larissa Klein 
Assessoria de Imprensa CGJ
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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