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Aumenta mais de 150% a arrecadação de bens provenientes do tráfico de drogas

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Neste ano, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) aumentou em 154% a arrecadação de recursos provenientes de leilões de bens apreendidos, pelas justiças Estadual e Federal, em ações contra ao tráfico de drogas em Mato Grosso. O acréscimo está relacionado à maior agilidade na organização dos leilões.

A Secretaria Adjunta de Justiça (Saju), responsável pela realização dos leilões, arrecadou mais de R$ 10,7 milhões de janeiro a outubro deste ano. O balanço final do ano passado somou R$ 4,2 milhões, obtidos em leilões de veículos apreendidos na mesma modalidade de crime no estado.

Também foram arrecadados, desde o início do ano, R$ 17 milhões relacionados aos pregões de imóveis sequestrados pela justiça, em processos contra organizações criminosas, totalizando cerca de R$ 28 milhões.

Enquanto uma parte deste valor fica com o Estado, a outra é enviada ao Governo Federal, por meio Fundo Nacional Antidrogas (Funad), sendo que um percentual retorna ao Estado em forma de investimentos para custear ações de combate ao tráfico de drogas.

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A secretaria-adjunta de Justiça, Lenice Barbosa, lembrou que ainda estão em andamento pregões de mais R$ 150 milhões em bens, que serão leiloados até o fim deste ano. Ela comemorou os resultados alcançados pela atual gestão e explicou o motivo do aumento da arrecadação.

“O aumento está relacionado à maior quantidade de veículos apreendidos, que foram disponibilizados pela justiça neste ano. Além disso, temos um setor responsável pela gestão dos ativos, que está dando mais celeridade aos processos de bens do tráfico de drogas enviados para leilão”.

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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