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Chita & Fuxico de MT é destaque nacional em revista da AMB

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A revista da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) dedicou espaço especial a uma iniciativa do juiz da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, Jamilson Haddad Campos. Ele é embaixador do projeto Chita & Fuxico, que tem como objetivo autonomia financeira das mulheres em situação de vulnerabilidade.
 
Desenvolvido pela Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais (BPW) de Cuiabá, a iniciativa proporciona as mulheres aulas profissionalizantes de costura e designer com tecidos e estampas regionais. O juiz Jamilson destaca que o projeto faz com que outros homens se engajem nesta questão social. “Essa é uma grande honra para mim e para o Poder Judiciário. Esse projeto é um modelo para o país inteiro, já que mostra a cultura de uma região e leva renda para mulheres que muitas vezes não deixam relacionamentos abusivos por não terem autonomia financeira”, ponderou o magistrado.
 
Ele também destacou que o Chita & Fuxico aumenta a autoestima das mulheres. No mês passado o magistrado proferiu palestra no lançamento da segunda etapa do projeto Chita & Fuxico, no Bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Cerca de 70 mulheres participaram do encontro. Os cursos acontecem duas vezes na semana, as segundas e terças-feiras, por duas horas.
 
“O primeiro núcleo a receber a Chita & Fuxico foi o Flor Ribeirinha ano passado, agora no segundo semestre iniciamos o núcleo da Seara Espírita. Estamos com inscrições abertas para aquelas mulheres que querem aprender corte, costura e artesanato. Por ser uma região mais afastada da área central, nosso foco são mulheres da região do Osmar Cabral, mas em si é aberto a todas que tiverem interesse em participar”, disse a presidente da BPW, Rubia Ranzani.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: Foto horizontal colorida. Em tom que prevalece a cor lilás, a página da revista da AMB traz o texto explicativo sobr a inicitova a logo acima uma foto do juiz do lado direto, a ex-presidente da BPW, Sueli Batista e a 1ª Dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes com as mão entrelaçadas. Os três usam máscaras faciais.
 
Ranniery Queiroz
Assessoria de imprensa CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

 “Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

 



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