MATO GROSSO
Práticas Restaurativas são instrumentos de paz social, afirma desembargadora Clarice em Sorriso
MATO GROSSO
A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino, encerrou a Semana de Práticas Restaurativas na comarca de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá), na tarde de sexta-feira (21) com a palestra “A Justiça Restaurativa como instrumento de paz social”.
Parceria – O juiz coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs Sorriso), Anderson Candiotto destacou que a proposta de pacificação social foi muito bem aceita pelo município, que inclusive firmou dois termos de parceria para a implantação de núcleos de prática restaurativa: o primeiro com a Secretaria de Educação e o segundo com a Secretaria de Assistência Social de Sorriso. “Graças à sensibilidade do gestor local, teremos em cada escola um núcleo de prática restaurativa, com pessoas treinadas e capacitadas, formadas pelo Judiciário para levar para dentro da sala de aula e para as unidades de assistência social essa boa prática de restabelecer o diálogo com respeito”, antecipou.
O evento ainda contou com a presença de magistrados, magistradas, servidores e servidoras de Sorriso e autoridades locais. Compuseram o dispositivo de autoridades o juiz coordenador do Nugjur, Túlio Duailibi, gestora do NugJur, Euzeni Paiva, juiz diretor do Fórum de Sorriso, Érico de Almeida Duarte, juíza da 1º Vara Criminal da Comarca, Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A diretora da escola, Elaine Mondadori, destacou que os estudantes serão os multiplicadores do círculo. E que a partir da experiência deles poderão auxiliar os colegas de turma na mediação de algum conflito. “É um grande prazer trabalhar essa semana com a questão emocional, ainda mais que sabemos que no convívio social sempre surgem problemas, de aceitação, imagem, de convívio com o diferente e a escola é um ambiente social. Então estou muito feliz em acolher essa proposta e poder trabalhar com os nossos alunos”, avaliou. Fonte: Tribunal de Justiça de MT
MATO GROSSO
Orçamento de Mato Grosso para 2027 prevê R$ 46,1 bilhões
O Projeto de Lei Orçamentária Anual ( PLOA-1144/2026 ) para o exercício financeiro de 2027, que estima receitas e fixa despesas do estado em R$ 46,125 bilhões, começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com previsão de crescimento de aproximadamente 13% em relação ao orçamento vigente, de R$ 40,7 bilhões. A proposta também prevê renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões. A proposta foi lida na sessão ordinária de quarta-feira (9).
O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado Carlos Avallone (PSDB), defende acelerar a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para permitir a votação do orçamento do próximo ano.
De acordo com o texto do PLOA, o Executivo fica com a maior parte R$ 38,7 bilhões. A Assembleia Legislativa com R$ 1,188 bilhão. Tribunal de Contas, R$ 840,6 milhões. Ministério Público, R$ 1,124 bilhão. Defensoria Pública R$ 422 milhões. Tribunal de Justiça, R$ 3,799 bilhões.
Segundo ele, embora os deputados já possam analisar a proposta orçamentária, a votação depende da aprovação do PLDO. Com as audiências públicas da PLOA já agendadas, Avallone informou que pretende agilizar a tramitação da matéria, mesmo com o calendário legislativo mais apertado. O cronograma, acrescentou, ainda será confirmado com a Mesa Diretora da Casa.
Avallone explicou que havia a possibilidade de deixar a votação do orçamento para o início de 2027, caso ocorresse uma mudança de governo. Mas como a atual gestão permanecerá à frente do Executivo estadual, essa alternativa deixou de ser necessária.
“Havia uma vontade de que não precisasse mais votar o orçamento só no começo do ano que vem, caso houvesse mudança de governo. Como não houve, podemos votar a qualquer momento. O governo continua”, afirmou o parlamentar, ao defender o avanço das discussões e a definição do calendário para a votação das peças orçamentárias.
O deputado também chamou a atenção para a diferença entre os valores previstos e a arrecadação estimada para os exercícios financeiros. Segundo ele, o orçamento de Mato Grosso para 2026 foi fixado em quase R$ 41 bilhões, mas a previsão é de que a execução alcance R$ 48 bilhões. Já para 2027, a proposta encaminhada pelo governo prevê R$ 46 bilhões. Na avaliação de Avallone, essa diferença reforça a necessidade de analisar os números e discutir eventuais ajustes durante a tramitação do PLOA.
“Mas é isso que é a função nossa. Discutir isso até que a gente chegue em valores que sejam adequados e que a gente possa garantir o orçamento. Nós podemos mudar uma série de coisas. Nós temos essa função”, destacou Avallone, ressaltando o papel do Parlamento na avaliação das receitas e despesas estaduais e na discussão de possíveis alterações para adequar a proposta às necessidades da administração pública.
O total previsto para a renúncia fiscal liquida para 2027 é de R$ 15.301.425.339,65. Os valores estão assim distribuídos:
ICMS – R$ 14.149.070.279,95.
IPVA – R$ 460.022.453,85
ITCD – R$ 146.978.185,60
Taxas – R$ 348.843.053,52
Juros e penalidades – R$ 196.511.366,74
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