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Contas de São José dos Quatro Marcos apresentam superávits e liquidez para pagar dívidas de curto prazo

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT
Conselheiro-relator, Valter Albano

Com superávit orçamentário e financeiro e liquidez para pagar dívidas de curto prazo, as contas anuais de governo da Prefeitura de São José dos Quatro Marcos receberam parecer prévio favorável à aprovação na sessão extraordinária desta quinta-feira (20) do Plenário Presencial do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Sob relatoria do conselheiro Valter Albano, o balanço diz respeito ao exercício de 2021.

Na oportunidade, o relator destacou que, comparando as receitas arrecadadas com as despesas realizadas pelo município, constata-se superávit no resultado orçamentário de R$ 7, 4 milhões. Já no resultado financeiro, verifica-se saldo superavitário de R$ 10, 2 milhões, evidenciando que para cada R$ 1 de dívida de curto prazo há suficiência de R$ 4,3 para honrá-la.

“Ao se analisar as receitas orçamentárias, verifica-se que as transferências correntes representam a maior fonte de recursos na composição da receita municipal, correspondendo a 81,61% do total da receita orçamentária, exceto a intra, de R$ 70,2 milhões. A receita tributária própria atingiu o percentual de 9,36% em relação ao total de receitas correntes arrecadadas”, pontuou o conselheiro.

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Albano sustentou ainda que houve o cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais referentes aos gastos com pessoal, que foi equivalente a 47,29% da Receita Corrente Líquida (RCL), repasses ao Legislativo, correspondente a 6,79%, e investimentos na saúde (28,02%).

A única irregularidade mantida nos autos diz respeito a não aplicação do limite mínimo de 70% dos recursos recebidos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na remuneração dos profissionais da educação básica. O município aplicou o correspondente a 69,98%.

O relator ressaltou, contudo, que os efeitos decorrentes do combate à pandemia da Covid-19 implicaram em obstáculos e dificuldades reais que limitaram, condicionaram ou mesmo impediram que os entes municipais pudessem dar conta da elevação de 60% para 70% do patamar mínimo de aplicação de recursos.

“Para além disso, tem-se que para o alcance dos 70% faltou apenas 0,25%. Ademais, não há evidenciação de comprometimento da regularidade dos pagamentos dos salários dos professores da educação básica. Portanto, entendo que o fato irregular em questão, por si só, não é capaz de influir negativamente no mérito dessas contas ao ponto de ensejar a emissão de parecer prévio contrário”, sustentou.

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Além disso, ainda que em 2021 o município tenha aplicado, na manutenção e desenvolvimento do ensino, o equivalente a 24,69% da receita base, abaixo dos 25% previstos na Constituição Federal, tal fato não foi apontado como irregularidade em razão do teor da Emenda Constitucional 119/2022.

Frente ao exposto, seguindo o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), votou pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas, com recomendações. O voto foi seguido por unanimidade do Plenário Presencial.

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Fonte: TCE MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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