MATO GROSSO
Servidores de 30 municípios são capacitados pelo TCE-MT sobre controle e execução das parcerias no setor cultural
MATO GROSSO
| Foto: Danilo Lobato/TCE-MT |
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Servidores públicos ligados às prestações de contas das parcerias regidas pela Lei 13.019/2014, referente ao setor cultural, foram capacitados pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) nesta quinta e sexta-feira (20). Reunidos na Escola Superior de Contas, os representantes de 30 municípios participaram de palestras com os especialistas Joéverton Silva de Jesus e Johnny Everson.
Na ocasião, o supervisor da Escola Superior de Contas, conselheiro Waldir Teis, destacou que o TCE-MT tem realizado uma série de qualificações voltadas aos diferentes setores da administração pública. “Nosso objetivo é reduzir erros e trazer mais eficiência à gestão dos recursos. É uma meta da gestão do nosso presidente, conselheiro José Carlos Novelli, que resultará em economia ao erário e efetividade na prestação de serviços à sociedade.”
Durante o encontro, os palestrantes destacaram que as parcerias entre o Governo do Estado e o terceiro setor, representado neste caso pelos produtores culturais, foi ampliada nos últimos anos. Exemplo disso é que, em 2022, foram investidos cerca de R$ 17 milhões em fomento a pequenos projetos, estimados entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, por meio do Edital Viver Cultura.
Diante disso, o advogado especialista em compliance, Joéverton Silva, avalia ser fundamental a ação do Tribunal de Contas de capacitar servidores envolvidos em atividades de planejamento, elaboração, desenvolvimento, execução, monitoramento e prestação de contas de processos relacionados às parcerias em regime de cooperação no setor cultural.
| Foto: Danilo Lobato/TCE-MT |
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“O foco do curso é trazer uma noção clara do que estabelece a lei, que flexibiliza sem desregular. A ideia é facilitar o acesso ao fomento, feito sem que o recurso público se perca por má gestão. Isso porque, muitas vezes, o desconhecimento gera essa perda. Então, a ideia é lançar luz sobre estas informações, para que a gestão pública continue fomentando este setor e que tenha certeza de que o repasse será bem aplicado”, disse.
Para isso, a programação contou com noções gerais sobre o marco regulatório trazido pela Lei 13.019/2014, controle e execução das parcerias, dever de transparência e prestação de contas, exemplos práticos de transparência, competência constitucional dos tribunais de contas e fundamentos do controle externo.
Em sua fala, o palestrante Johnny Everson falou sobre a importância da informação para o equilíbrio entre o poder público e o terceiro setor. “A área da cultura sempre foi tida como política de importância secundária, mas entendemos que ela é parte estruturante da sociedade. Por isso é fundamental que a população tenha essa compreensão e, para que isso aconteça, os fazedores de cultura precisam mostrar seu trabalho e quais indicadores eles trazem sobre o dinheiro aplicado nestas ações.
A servidora da Prefeitura de Matupá, Vanessa Dorigon, afirmou que a capacitação é importante porque as vezes ocorrem pequenas falhas que comprometem a prestação de contas. “E nós ficamos tristes de as vezes ter que pedir para o recurso ser devolvido, mesmo sabendo que foi executado corretamente, porque não tem a documentação que comprove”, comentou.
Já o servidor da Prefeitura de Nova Mutum, Marcelo Rodrigo Bragatti, considerou que a atualização de informações sobre prestações de contas das parcerias regidas pela Lei 13.019/2014, referente ao setor cultural, é relevante para o desempenho das funções no município. “Precisamos estar sempre atentos às novas metodologias para que a gente possa realizar as prestações de contas de forma efetiva”.
Nesta primeira turma, o curso contemplou os municípios de Sinop, Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Cláudia, Colíder, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Itaúba, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, Sorriso, Tapurah, Terra Nova do Norte, União do Sul, Vera.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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