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Endrick aumenta número de crias da Academia utilizadas em 2022
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Fim da espera! O tão aguardado momento da estreia de uma das maiores promessas do futebol brasileiro, enfim, se consumou na noite desta quinta-feira (06), no duelo contra o Coritiba, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro 2022: o líder Palmeiras vencia por 3 a 0 (depois fecharia a goleada em 4 a 0) quando o auxiliar João Martins, que com a suspensão de Abel Ferreira comandava o time nessa noite, sacou aos 23 do segundo tempo Rony – autor do segundo gol – para a entrada do atacante Endrick Felipe, de 16 anos, com a camisa 16.
Há anos monitorado pela torcida e pela imprensa brasileira e sendo apontado como um dos mais promissores nomes, sempre acumulando grandes atuações em todas as divisões de base pelas quais passou, do Sub-11 ao Sub-20, artilheiro, com golaços antológicos e decidindo finais, Endrick, que, ajudou o Alviverde a conquistar a tão cobiçada Copa São Paulo de Futebol Juniores em 2022 (a então inédita Copinha do clube), de quebra, se tornou nesta noite o jogador mais jovem a jogar no time profissional em toda a história do Palmeiras: nesta data, o atleta foi a campo com 16 anos, dois meses e 25 dias.
A marca anterior pertencia ao atacante Vinicius, que em 24/03/2010, aos 16 anos, 7 meses e 21 dias atuou contra o Rio Branco no empate por 2 a 2 pelo Paulistão daquele ano. Aliás, considerando apenas o Campeonato Paulista, pelo menos por enquanto, Vinicius continua sendo o mais jovem a atuar pela competição; entretanto, pelo Brasileirão agora, consequentemente, é Endrick – mas, antes, Vinicius também era o dono dessa marca: jogou pelo Verdão aos aos 16 anos, 9 meses e 5 dias pela primeira vez no Nacional, em uma partida contra o Vitória – triunfo palmeirense por 1 a 0 no antigo Palestra Italia, em 08/05/2010.
Se fizer gol nos próximos meses, devido à pouca idade, Endrick terá a chance de, além de ser o mais jovem a ter jogado pelo clube, carregar a marca também de ser o atleta mais novo a balançar as redes na história do Verdão.
Atualmente, esse recorde ainda pertence ao atacante Heitor, que defendeu o Palestra Italia na primeira metade do Século XX: o maior artilheiro da história do Alviverde até os dias atuais fez seu primeiro gol pelo clube aos 16 anos, 11 meses e 14 dias, em uma vitória por 4 a 1 sobre a Associação Atlética das Palmeiras, em 03/12/1916, pelo Campeonato Paulista.
Especificamente no duelo de sua estreia, em pouco mais de 25 minutos em campo, Endrick pôde mostrar ótima movimentação e posicionamento. Em duas oportunidades, por muito pouco, não deixou sua marca logo no jogo estreia. Mas o que valeu foi mesmo a festa. A expectativa criada pela torcida, que vibrou com seu nome sendo anunciado à beira do campo, no momento em que o jogador se aquecia para entrar, e entoava o canto: ‘Eô, Eô, o Endrick é um terror’.
Há muito tempo existe a expectativa pela estreia do jogador, criada antes mesmo, porém, da data oficial em que o atacante de fato poderia ter debutado pelo time principal: isso porque Endrick só completou 16 anos em julho, idade mínima permitida para que pudesse assinar um contrato profissional e, então, passasse a atuar. Mas foram três meses que pareceram muito mais!
Mas a ansiedade tomou conta de verdade quando, pela primeira vez, o jogador, que às vezes já vinha treinando com a equipe principal – mesmo dentre suas atuações pelo time Sub-20 –, passou a ser relacionado para as partidas do Palmeiras principal: o fato ocorreu pela primeira vez na 27ª rodada, contra o Santos, no Allianz Parque, em 18 de setembro; aquele poderia ter sido o jogo de estreia de Endrick, mas o fato de o Verdão ter jogado com um a menos por quase todo o segundo tempo (o volante Danilo, expulso aos 14 minutos), fez com que Abel Ferreira precisasse repensar sua estratégia e otimizar as peças.
A expectativa pela estreia do garoto seguiu nos jogos seguintes, 28ª e 29ª rodada, jogos fora de casa contra o Atlético-MG e Botafogo. Entretanto, ambas, também partidas muito difíceis – inclusive, no Rio de Janeiro o Verdão novamente jogou com um a menos por boa parte do segundo tempo (o meio-campista Zé Rafael foi expulso aos 23 do segundo tempo).
De quebra, a estreia de Endrick ainda reforçou a presença de Crias da Academia no plantel palmeirense em 2022: ele foi o 15º atleta oriundo da base a jogar pelo Verdão nesta temporada. Os outros 14 foram: Danilo, Wesley, Gabriel Veron, Gabriel Menino, Renan, Patrick de Paula, Giovani, Pedro Bicalho, Gustavo Garcia, Gabriel Silva, Vanderlan, Fabinho, Naves e Jhonatan.
CONFIRA A LISTA DE PRATAS DA CASA QUE ATUARAM PELO VERDÃO NA TEMPORADA 2022 E SEUS RESPECTIVOS JOGOS
Danilo – 47 jogos
Wesley – 46 jogos
Gabriel Menino – 38 jogos
Gabriel Veron – 35 jogos
Vanderlan – 11 jogos
Fabinho – 6 jogos
Gustavo Garcia – 5 jogos
Patrick de Paula – 4 jogos
Giovani – 4 jogos
Renan – 2 jogos
Pedro Bicalho – 2 jogos
Gabriel Silva – 2 jogos
Naves – 2 jogos
Jhonatan – 1 jogo
Endrick – 1 jogo
CONFIRA AS CRIAS DA ACADEMIA COM MAIS MINUTOS EM CAMPO PELA TEMPORADA 2022
Danilo – 4126 minutos
Wesley – 1829 minutos
Gabriel Veron – 1719 minutos
Gabriel Menino – 1519 minutos
Vanderlan – 541 minutos
Patrick de Paula – 221 minutos
Giovani – 188 minutos
Renan – 163 minutos
Gustavo Garcia – 162 minutos
Fabinho – 122 minutos
Naves – 51 minutos
Gabriel Silva – 30 minutos
Endrick – 26 minutos
Pedro Bicalho – 17 minutos
Fonte: Agência Esporte
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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